A Reforma Tributária deixou de ser um debate conceitual para se tornar um desafio operacional. Se, nos últimos anos, as empresas estavam tentando compreender o que mudaria na legislação, agora precisam lidar com algo muito mais concreto: executar o novo modelo no dia a dia, dentro dos seus sistemas, processos e rotinas fiscais.

Nesse contexto, os eventos fiscais emergem como um dos elementos mais críticos do novo ecossistema tributário.

Mais do que um complemento técnico da nota fiscal eletrônica, eles passam a ser o mecanismo que permitirá ao Fisco controlar créditos, débitos e ajustes de IBS e CBS praticamente em tempo real, alimentando o modelo de apuração assistida. O tema foi o foco do segundo webinar da série Pilotando a Reforma Tributária, chamado de Entenda os Eventos Fiscais e conduzido por especialistas da Sovos, que analisaram o impacto prático dessas mudanças, os riscos envolvidos e os caminhos de preparação para as empresas.

 

O que são eventos fiscais na prática?

Os eventos fiscais podem ser entendidos como registros eletrônicos complementares ao documento fiscal, enviados sempre que, após a emissão da nota fiscal (NF-e), ocorre alguma situação que altere o efeito tributário original daquela operação.

Em termos simples, a nota registra o fato gerador, enquanto o evento documenta tudo aquilo que muda depois dele.

Esses registros serão utilizados especificamente para o IBS e a CBS e não substituem, ao menos durante o período de transição até 2033, os mecanismos já existentes para ICMS, PIS ou COFINS. Ainda assim, sua relevância cresce significativamente porque passam a ser a principal forma de ajustar a posição tributária perante o Fisco.

 

Por que os eventos fiscais se tornaram tão importantes agora?

O protagonismo dos eventos está diretamente ligado à lógica do novo modelo tributário. A Reforma altera a função do documento fiscal, a forma de apuração e a própria dinâmica de controle.

A nota fiscal deixa de ser apenas um comprovante da operação e assume caráter declaratório, concentrando praticamente todas as informações que o governo utilizará para compliance tributário. Ao mesmo tempo, muitos ajustes que antes eram realizados posteriormente na escrituração ou no SPED provavelmente deixarão de existir nesse formato. Em seu lugar, surge a apuração assistida, na qual o próprio Fisco calcula automaticamente o imposto devido com base nos documentos emitidos, nos créditos apropriados e, principalmente, nos eventos registrados.

Na prática, isso cria uma regra simples e contundente: se o evento não for transmitido, o ajuste não existe para o Fisco.

Essa mudança pode resultar em perda de créditos legítimos, recolhimentos indevidos ou até penalidades por descumprimento de obrigação acessória. O controle deixa de ser apenas contábil e passa a ser essencialmente digital e transacional.

 

Uma nova mentalidade para o compliance fiscal

Historicamente, o fechamento fiscal seguia um ciclo relativamente previsível. As empresas emitiam notas, escrituravam documentos, faziam ajustes ao longo do mês e consolidavam tudo no fechamento.

Com IBS e CBS, essa lógica perde sentido. O controle passa a ser contínuo. Os ajustes não ficam mais concentrados no fim do período, mas precisam ser registrados quando o fato ocorre.

Isso transforma os eventos fiscais em instrumentos estratégicos de gestão, com impacto direto no compliance e no fluxo de caixa através da governança de créditos e da conciliação tributária. O acompanhamento deixa de ser periódico para se tornar praticamente recorrente.

 

Quando um evento se torna necessário?

Sempre que algo acontecer depois da emissão da nota e alterar o direito ao crédito ou a obrigação de débito, um evento deverá ser registrado.

Situações operacionais relativamente comuns ganham nova relevância nesse cenário. Mercadorias que se perdem, são roubadas ou perecem durante o transporte, por exemplo, podem impedir a concretização da operação subsequente e, consequentemente, inviabilizar o aproveitamento do crédito. Da mesma forma, produtos adquiridos para revenda que acabam sendo consumidos internamente deixam de gerar saída tributada, exigindo ajuste da posição fiscal.

O mesmo raciocínio vale para a aquisição de ativos imobilizados, que podem gerar crédito imediato, mas precisam ser corretamente classificados, ou para hipóteses de créditos presumidos que não aparecem automaticamente no documento fiscal e dependem de registro específico para serem reconhecidos.

Em todos esses casos, o evento é o instrumento que formaliza a correção perante o Fisco.

 

IBS e CBS trazem uma nova lógica de fato gerador

Outro ponto que exige atenção é a mudança conceitual do fato gerador. Enquanto no ICMS ele está tradicionalmente vinculado à saída da mercadoria, no IBS e na CBS o conceito passa a ser o fornecimento.

Essa diferença, aparentemente sutil, pode gerar efeitos práticos importantes. Uma mercadoria roubada durante o transporte, por exemplo, pode não caracterizar fornecimento efetivo. Sem o evento correto, o crédito pode ser tratado de forma inadequada.

Esse tipo de situação exigirá controles mais integrados entre áreas fiscais, contábeis e logísticas, além de maior visibilidade sobre o ciclo completo da operação.

 

Um cenário em constante evolução 

Vale destacar que a lista de eventos atualmente conhecida não é definitiva. O próprio Fisco já sinalizou que novos tipos poderão surgir à medida que o modelo amadurecer e novas situações operacionais forem identificadas.

Isso significa que soluções engessadas ou dependentes de processos manuais tendem a se tornar rapidamente insuficientes. A capacidade de adaptação tecnológica será um diferencial competitivo.

 

Os riscos de uma gestão inadequada

Empresas que não estruturarem a gestão de eventos de forma adequada podem enfrentar uma combinação perigosa de riscos financeiros e regulatórios. Entre eles estão a perda de créditos legítimos, recolhimentos indevidos de tributos, inconsistências na apuração assistida, questionamentos automáticos do Fisco e multas por falhas no envio de informações.

Com o uso crescente de analytics e cruzamentos em tempo real, a fiscalização deixa de ser reativa. O monitoramento passa a ser praticamente imediato, reduzindo drasticamente a margem para correções tardias.

 

O impacto operacional dentro das empresas

Na prática, os eventos fiscais exigem um nível de controle muito mais granular. Torna-se necessário acompanhar informações por item de nota, integrar áreas que antes operavam de forma isolada, garantir mensageria em tempo real e manter conciliações frequentes entre os cálculos internos e os dados do governo.

O XML deixa de ser apenas um arquivo para armazenamento e passa a ser uma fonte ativa de gestão tributária. Ele se transforma em dado estratégico.

 

Como se preparar para essa nova realidade?

 A preparação passa por revisar processos, mapear todas as situações que podem gerar ajustes de crédito ou débito e garantir governança total sobre os documentos fiscais emitidos e recebidos. Também é fundamental reduzir a dependência de controles manuais, automatizar a geração de eventos, adotar conciliações contínuas e modernizar a arquitetura tecnológica, priorizando soluções integradas e em nuvem.

Mais do que atender a uma obrigação, trata-se de construir capacidade operacional para lidar com um modelo que funciona em tempo real.

 

O papel da Sovos nesse novo cenário

Diante dessa complexidade, contar com tecnologia especializada deixa de ser opcional. A Sovos desenvolveu o Sovos Tax Events, uma solução criada especificamente para gerenciar o ciclo completo dos eventos fiscais dentro da lógica da Reforma Tributária.

A plataforma permite centralizar as notas fiscais, identificar automaticamente operações elegíveis a ajustes, gerar e transmitir eventos ao Fisco, manter trilhas de auditoria, conciliar informações com a apuração assistida e oferecer visibilidade analítica sobre débitos e créditos em tempo real.

Mais do que atender a uma obrigação acessória, a solução transforma os eventos fiscais em uma ferramenta de controle estratégico da posição tributária da empresa.

Em um modelo em que o ajuste não transmitido simplesmente não existe para o Fisco, ter governança, automação e rastreabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser condição de sobrevivência operacional.

 

Quer entender como estruturar sua gestão de eventos fiscais antes da entrada plena do IBS e da CBS?

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A Reforma Tributária inaugura uma nova etapa para o sistema fiscal do país. A partir de 2026, a substituição de tributos históricos por um modelo de IVA dual deve simplificar o cumprimento das obrigações, reduzir distorções e aumentar a transparência da carga tributária.

No entanto, essas mudanças também impactam diretamente a formação de preços de produtos e serviços. Empresas que não simularem corretamente esses efeitos podem comprometer margens, competitividade e previsibilidade financeira.

Mais do que uma questão contábil, a reforma se transforma em um tema estratégico para áreas de finanças, fiscal, pricing e planejamento.

 

O que muda com a Reforma Tributária

O novo modelo substitui PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois tributos principais: a CBS, de competência federal, e o IBS, compartilhado entre estados e municípios. Ambos seguem a lógica do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com não cumulatividade plena e possibilidade de crédito ao longo da cadeia.

Esse desenho tende a reduzir a complexidade do sistema atual, mas também altera a forma como o imposto incide em cada etapa da operação. Na prática, isso significa que a carga tributária pode se redistribuir entre setores, cadeias produtivas e tipos de serviço, modificando o custo real de produção e, consequentemente, o preço final.

 

Como os preços podem ser afetados

Os impactos da reforma não serão uniformes. Empresas que hoje acumulam créditos fiscais relevantes podem observar redução de custos e maior eficiência tributária. Já setores com baixa possibilidade de crédito -como muitos serviços- podem enfrentar aumento de carga e necessidade de repasse ao consumidor

Além disso, mesmo quando o tributo não incide diretamente sobre o produto final, mudanças nos insumos e fornecedores tendem a gerar efeitos indiretos em toda a cadeia. Isso significa que o preço pode variar não apenas por alterações internas, mas também pelo comportamento do ecossistema produtivo.

Estudos econômicos e análises de mercado já apontam que a reforma pode gerar diferenças importantes entre segmentos. Por exemplo:

Quando alíquotas, bases de cálculo ou regras de crédito mudam, o custo tributário embutido na operação também muda. Esse impacto reduz ou amplia margens e obriga as empresas a recalibrar preços para preservar rentabilidade.

Por isso, a Reforma Tributária não é apenas um tema fiscal; é uma variável central na estratégia de precificação.

 

Por que simular é essencial

Diante desse cenário, tomar decisões apenas com base em estimativas genéricas é arriscado. Cada empresa possui uma estrutura de custo, margem, cadeia de fornecedores e regime tributário específicos. Pequenas variações podem alterar significativamente o resultado financeiro

Simulações permitem antecipar como os novos tributos afetarão preços, margens e fluxo de caixa. Também possibilitam testar diferentes estratégias de repasse ao consumidor, avaliar a competitividade frente aos concorrentes e planejar ajustes graduais com maior previsibilidade.

Empresas que se anteciparem ganham tempo para adaptar contratos, rever estratégias comerciais e comunicar mudanças ao mercado com maior segurança.

 

Como fazer uma simulação correta na prática

Uma simulação confiável começa pelo levantamento detalhado de dados reais do negócio. É necessário mapear histórico de preços, impostos efetivamente pagos, composição de custos por produto e participação de cada insumo na cadeia. Sem essa base, qualquer projeção tende a ser superficial.

Com esses dados em mãos, o próximo passo é modelar cenários comparativos. O ideal é construir um cenário atual, refletindo o sistema tributário vigente, e compará-lo com projeções já considerando IBS e CBS.

A análise deve ser feita no nível mais granular possível -por produto, SKU ou tipo de serviço- considerando créditos gerados, tributos pagos em cada etapa e impactos na cadeia de fornecedores. Simulações baseadas apenas em médias podem mascarar distorções relevantes e levar a decisões equivocadas de pricing.

Muitas empresas também testam hipóteses conservadoras, moderadas e agressivas, avaliando como cada combinação impacta margens, demanda e posicionamento competitivo.

Outro aspecto essencial é considerar a elasticidade de preço. Nem todo aumento pode ser repassado integralmente ao consumidor sem perda de volume de vendas. Por isso, a análise deve integrar dados tributários com planejamento comercial e financeiro.

 

Boas práticas recomendadas

 Algumas ações ajudam a tornar o processo de simulação mais robusto, confiável e alinhado às decisões estratégicas do negócio.

 

O papel da tecnologia nesse processo

Com a digitalização do compliance fiscal no Brasil, realizar simulações manualmente em planilhas se torna cada vez menos viável. A complexidade do novo modelo exige cálculos consistentes, atualização frequente de regras e integração com sistemas de faturamento e ERP.

Soluções tecnológicas permitem centralizar dados, automatizar apurações, aplicar regras atualizadas para CBS e IBS e gerar cenários rapidamente. Isso transforma a área fiscal em um parceiro estratégico das decisões de pricing e planejamento financeiro.

A Reforma Tributária não afeta apenas o departamento fiscal: ela impacta diretamente a formação de preços, a rentabilidade e a competitividade das empresas. Simular corretamente esses efeitos deixa de ser uma boa prática e se torna uma necessidade estratégica.

 

Como a Sovos pode ajudar

Simular corretamente os impactos da Reforma Tributária exige mais do que planilhas. É necessário aplicar regras fiscais atualizadas, calcular tributos com precisão em cada operação e testar cenários de forma automatizada.

A Sovos oferece um motor de cálculo tributário integrado aos principais ERPs do mercado, capaz de aplicar regras sempre atualizadas para CBS e IBS, calcular tributos em tempo real por produto e operação e executar simulações comparativas entre o modelo atual e o novo sistema.

Com isso, as empresas conseguem estimar com maior precisão os impactos em custos, margens e preços, reduzir riscos de erros manuais e transformar a área fiscal em um parceiro estratégico das decisões de pricing e planejamento financeiro.

 

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Você sabe o que se entende por governança tributária e qual é a sua importância? Este termo define um conjunto de práticas, controles, processos e tecnologias que garantem que a gestão fiscal de uma empresa seja precisa, rastreável e aderente à legislação.

Mais do que cumprir obrigações acessórias, ela estrutura como decisões, sistemas e responsabilidades se conectam para reduzir riscos e sustentar o compliance no longo prazo.

Empresas que ainda dependem de processos manuais, planilhas paralelas ou sistemas desconectados enfrentam riscos crescentes de inconsistências, autuações e retrabalho. Por isso, estruturar uma governança tributária baseada em processos, pessoas e tecnologia deixou de ser apenas uma melhoria operacional e tornou-se uma prioridade estratégica.

 

Por que governança tributária e compliance se tornaram prioridades estratégicas?

A transformação digital do Fisco elevou significativamente o nível de exigência para as empresas. O SPED, os documentos fiscais eletrônicos e o cruzamento automático de dados permitem que inconsistências sejam identificadas quase instantaneamente, reduzindo drasticamente as margens para erro.

Nesse ambiente, falhas deixam rastros digitais claros. Uma parametrização incorreta no ERP, um cadastro incompleto ou uma apuração manual podem gerar multas automáticas, bloqueio de notas fiscais, perda de créditos tributários e impactos reputacionais relevantes. Ao mesmo tempo, aumentou a responsabilização de executivos e áreas financeiras sobre problemas de conformidade.

O compliance tributário, portanto, passou a ser uma questão de gestão de risco corporativo. Não se trata apenas de entregar obrigações no prazo, mas de garantir precisão, rastreabilidade e consistência em toda a operação fiscal.

 

Como estruturar a governança tributária: processos, pessoas e sistemas integrados

Empresas com maior maturidade fiscal entendem que o compliance sustentável não depende de ações isoladas. Ele é resultado da integração entre processos bem definidos, equipes preparadas e tecnologia especializada. Na prática, isso significa estruturar três pilares complementares:

 

Processos

 

Pessoas 

 

Sistemas

 Com esses três pilares alinhados, a governança tributária deixa de ser reativa e passa a atuar como um verdadeiro motor de eficiência, controle de riscos e vantagem competitiva.

 

Reforma Tributária, IBS e CBS: novos desafios para o compliance em 2026

A implementação gradual do IBS e da CBS adiciona uma camada extra de complexidade ao ambiente fiscal brasileiro. Durante o período de transição, empresas precisarão conviver simultaneamente com tributos antigos e novos, revisar regras de crédito, ajustar parametrizações e adaptar seus sistemas a diferentes cenários de apuração.

Esse modelo híbrido exige maior rastreabilidade, simulações e flexibilidade tecnológica. Sem automação fiscal e governança estruturada, a transição tende a gerar gargalos operacionais, inconsistências de dados e aumento da exposição a riscos fiscais.

Por outro lado, organizações que aproveitam o momento para modernizar sua arquitetura de compliance conseguem transformar a Reforma Tributária em uma oportunidade de eficiência, padronização e ganho de escala.

 

Sinais de que sua gestão fiscal precisa evoluir

Alguns sintomas indicam que a governança tributária pode não estar acompanhando a complexidade do cenário atual. Entre eles estão a dependência excessiva de planilhas, o retrabalho frequente em obrigações acessórias, divergências entre ERP e documentos fiscais, multas recorrentes ou dificuldade para implementar mudanças legais.

Quando a área fiscal atua apenas corrigindo problemas, em vez de preveni-los, fica claro que é hora de investir em automação, integração e controle contínuo.

 

O futuro do compliance tributário é automatizado, integrado e estratégico

Em 2026, governança tributária, automação e compliance contínuo deixam de ser diferenciais competitivos e se tornaram pré-requisitos para operar no Brasil. Empresas que estruturam processos claros, capacitam suas equipes e adotam tecnologia especializada reduzem riscos, ganham eficiência e respondem rapidamente às mudanças regulatórias.

Em um ambiente fiscal cada vez mais digital, o improviso perde espaço para a gestão baseada em dados. A pergunta já não é mais se sua empresa precisa investir em governança tributária, mas quando. E, no cenário atual, quanto antes essa transformação começar, maior será a vantagem competitiva.

Se sua empresa está revisando processos, sistemas ou se preparando para os impactos do IBS e da CBS, este é o momento de fortalecer sua governança tributária com tecnologia especializada e suporte contínuo.

A Sovos combina automação fiscal, inteligência regulatória e integração com ERPs para ajudar organizações a reduzir riscos, simplificar operações e manter compliance em tempo real, mesmo em cenários de alta complexidade.

 

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Em 2026, a Reforma Tributária brasileira deixou definitivamente de ser um tema conceitual e passou a se consolidar como um desafio imediato e concreto para as empresas. A transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo -com a criação do IBS, da CBS e do Imposto Seletivo- exige mudanças profundas não apenas no cálculo de tributos, mas também em processos fiscais, sistemas tecnológicos, governança interna e estratégia de negócios.

Mais do que compreender a nova legislação, em 2026 será essencial saber como conduzir a Reforma dentro das organizações, de forma estruturada, gradual e segura, já que muitas definições começam a sair do papel e a pressionar decisões operacionais e tecnológicas.

Nesse contexto, dar os primeiros passos corretos pode ser determinante para mitigar riscos, evitar retrabalho, preservar margens e garantir a continuidade operacional ao longo de um período de transição que será longo e complexo.

 

Entender o impacto real da Reforma no negócio em 2026

O ponto de partida vai muito além da leitura da lei. É fundamental compreender como a Reforma Tributária impacta, na prática, o modelo de negócio da empresa. A substituição de tributos atuais por novos impostos com regras próprias altera a lógica de apuração, o aproveitamento de créditos, a formação de preços, a gestão de contratos e o cumprimento das obrigações acessórias.

Esses impactos não serão homogêneos. Cada setor e cada empresa sentirão a Reforma de maneira diferente, especialmente aquelas com operações interestaduais, cadeias de suprimentos complexas, múltiplos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJ), grande volume de documentos fiscais ou atuação em diferentes regimes tributários.

Por isso, em 2026, um diagnóstico inicial estruturado deixa de ser apenas recomendável e passa a ser indispensável. Esse diagnóstico deve mapear fluxos fiscais, tipos de operação, regimes vigentes, dependências sistêmicas e pontos críticos do processo atual, permitindo identificar riscos, lacunas e oportunidades antes que as mudanças se tornem obrigatórias.

 

Criar uma governança dedicada à Reforma Tributária

A Reforma Tributária não é um projeto exclusivo da área fiscal. Seus efeitos se estendem à tecnologia, finanças, jurídico, compras, vendas, precificação e até o relacionamento com clientes e fornecedores. Um dos principais riscos é tratar o tema de forma fragmentada, o que pode gerar decisões inconsistentes e soluções desalinhadas entre áreas.

A abordagem recomendada é estabelecer uma governança multidisciplinar, com papéis e responsabilidades claramente definidos e patrocinada pela alta liderança. Esse grupo deve ser responsável por centralizar decisões estratégicas, acompanhar a evolução regulatória, priorizar iniciativas e garantir alinhamento interno, criando uma visão única sobre como a empresa irá se adaptar ao novo sistema tributário.

 

Avaliar a maturidade dos sistemas e processos

A Reforma Tributária impõe um nível mais elevado de controle, rastreabilidade e padronização. Novas regras de crédito, validações mais rigorosas, maior integração com o fisco e a convivência simultânea entre o modelo atual e o novo durante o período de transição pressionam diretamente os sistemas de ERP, faturamento e compliance fiscal.

Nesse cenário, torna-se essencial avaliar se os sistemas e processos atuais estão preparados para suportar essa complexidade. Isso inclui analisar limitações tecnológicas, dependência de customizações, capacidade de atualização contínua, integração com soluções especializadas e flexibilidade para lidar com mudanças regulatórias frequentes.

Antecipar essa avaliação permite planejar ajustes de forma estruturada, evitando intervenções emergenciais, riscos operacionais e impactos negativos no negócio.

 

Preparar-se para um ambiente híbrido de tributação

A transição para o novo modelo tributário será gradual, com anos de convivência entre tributos antigos e novos. Durante esse período, erros de parametrização, falhas de entendimento ou processos mal definidos podem gerar riscos fiscais relevantes, retrabalho e aumento de custos operacionais.

As empresas precisam ter clareza sobre como operar nesse ambiente híbrido: como será realizada a apuração paralela, quais processos precisarão coexistir, como garantir consistência das informações e como preparar e treinar as equipes envolvidas. A preparação antecipada é um fator crítico para reduzir impactos e manter a conformidade ao longo da transição.

 

Investir em informação e capacitação contínua

O arcabouço regulatório da Reforma Tributária ainda será complementado por leis, normas infralegais e definições operacionais. Isso significa que o cenário continuará evoluindo nos próximos anos, exigindo acompanhamento constante e capacidade de adaptação.

Investir em informação confiável, capacitação contínua das equipes e atualização permanente dos processos será indispensável. Empresas que adotam uma postura proativa, acompanhando de perto as definições regulatórias e ajustando suas operações de forma contínua, tendem a reduzir riscos e conquistar vantagem competitiva frente àquelas que reagem apenas quando as mudanças se tornam obrigatórias.

 

Como a Sovos ajuda as empresas a conduzirem a Reforma Tributária

A Sovos apoia empresas no Brasil em todas as etapas da Reforma Tributária, combinando profundo conhecimento regulatório com tecnologia especializada em compliance fiscal.

Nossas soluções ajudam a:

Com presença global e profundo conhecimento do ambiente fiscal brasileiro, a Sovos atua como um parceiro estratégico para que as empresas atravessem a Reforma Tributária com previsibilidade, controle e confiança.

Em 2026, adiar decisões sobre a Reforma Tributária significa assumir riscos fiscais e operacionais desnecessários. A preparação precisa começar agora.

Conheça como a Sovos pode ajudar.

Com o avanço da Reforma Tributária no Brasil e a introdução do novo modelo de IVA, estruturado a partir da CBS e do IBS, os testes deixaram definitivamente de ser uma etapa técnica secundária. Eles passaram a ocupar um papel central na estratégia de conformidade fiscal das empresas, especialmente em um cenário marcado pela transição entre regimes, pela convivência de modelos tributários e por um aumento significativo da complexidade operacional.

Nesse contexto, as organizações precisarão garantir que seus sistemas, ERPs e processos fiscais sejam capazes de operar de forma contínua, mesmo diante de mudanças profundas na lógica de tributação. Ainda assim, muitos projetos seguem cometendo erros recorrentes nos testes de IVA, falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando o sistema já está em produção, gerando retrabalho, impactos financeiros e exposição a riscos regulatórios relevantes.

O principal desafio não está apenas em testar, mas em testar corretamente o novo IVA, considerando não apenas as novas regras trazidas pela Reforma Tributária, mas também sua integração com ERPs, documentos fiscais eletrônicos e a grande variedade de operações, produtos e cadeias de suprimentos existentes no ambiente tributário brasileiro.

A seguir, analisamos os erros mais comuns nos testes de IVA no Brasil sob a ótica da Reforma Tributária, com uma abordagem prática e alinhada à realidade das áreas fiscal, de tecnologia e compliance.

 

1. Testar apenas o cenário “ideal” da operação

Um dos erros mais frequentes nos projetos de adaptação ao novo IVA é concentrar os testes apenas nas operações consideradas padrão, aquelas que representam o fluxo mais comum do negócio.

Com a Reforma Tributária, esse risco se torna ainda maior, já que o novo modelo altera significativamente a lógica de apuração, crédito, débito e base de cálculo dos tributos.

Na prática, o ambiente real é marcado por exceções.

Situações como devoluções, cancelamentos, ajustes, operações interestaduais, aplicação de benefícios fiscais, regimes específicos e, sobretudo, cenários de transição entre o modelo atual e o novo IVA, costumam ficar fora do escopo de testes. Quando essas operações ocorrem em produção, os sistemas não estão preparados para responder corretamente, gerando inconsistências e falhas operacionais.

Para evitar esse problema, os testes devem ser planejados com base no ciclo de vida completo das operações fiscais, contemplando não apenas os fluxos principais, mas também exceções, contingências e variações relacionadas à unidade federativa, ao tipo de produto e ao modelo de negócio da empresa.

 

2. Ignorar a qualidade e a origem dos dados de teste

Outro erro recorrente é subestimar o papel dos dados utilizados nos testes. No contexto da Reforma Tributária, a qualidade das informações passa a ser ainda mais crítica, pois muitos dos erros atribuídos ao cálculo do IVA têm origem, na verdade, em cadastros inconsistentes ou parâmetros incorretos.

Classificações fiscais inadequadas, alíquotas desatualizadas, cadastros de produtos incompletos ou informações incorretas sobre parceiros comerciais comprometem diretamente os resultados dos testes. Quando se utilizam dados genéricos ou pouco representativos da realidade, cria-se uma falsa percepção de conformidade, que tende a se desfazer rapidamente quando o sistema entra em produção.

Para mitigar esse risco, é fundamental que os testes sejam realizados com dados reais ou altamente representativos do ambiente produtivo, garantindo que cadastros, parâmetros fiscais e integrações reflitam fielmente a operação da empresa e as exigências do novo modelo tributário.

 

3. Falta de integração entre times fiscal e de tecnologia

A implementação do novo IVA exige uma tradução precisa das regras fiscais para a lógica dos sistemas. Ainda assim, muitos projetos continuam tratando os testes como responsabilidade exclusiva da área de tecnologia ou, em alguns casos, apenas da área fiscal.

Essa fragmentação gera interpretações equivocadas das regras, lacunas nos cenários testados e retrabalho constante. Sem uma atuação conjunta, decisões técnicas podem não refletir corretamente a legislação, enquanto interpretações fiscais podem não ser plenamente viáveis do ponto de vista sistêmico.

Para evitar esse tipo de falha, os testes de IVA devem ser estruturados como um esforço colaborativo, envolvendo de forma ativa as áreas fiscal, de tecnologia e compliance, além do parceiro tecnológico responsável pela solução. Essa integração é essencial para garantir que as regras da Reforma Tributária sejam corretamente implementadas e validadas nos sistemas.

 

4. Não testar a comunicação com os documentos fiscais eletrônicos

No Brasil, o novo IVA está diretamente conectado à emissão, validação e transmissão dos documentos fiscais eletrônicos. Ainda assim, muitos projetos de adaptação à Reforma Tributária concentram seus esforços exclusivamente no cálculo do imposto, deixando em segundo plano a consistência das informações enviadas ao Fisco.

Essa abordagem costuma resultar em rejeições, inconsistências nos layouts e atrasos na operação, especialmente em um cenário de fiscalização cada vez mais automatizada. Durante o período de transição, esses problemas tendem a se intensificar, uma vez que os documentos precisarão refletir corretamente tanto as regras atuais quanto as novas exigências do IVA.

Para evitar esse risco, os testes devem abranger todo o fluxo dos documentos fiscais eletrônicos, desde o cálculo do tributo até a geração, validação, autorização, transmissão e armazenamento das informações, garantindo total aderência às regras vigentes.

 

5. Tratar o teste como evento pontual, e não como processo contínuo

Um dos erros mais estratégicos no contexto da Reforma Tributária é tratar os testes de IVA como uma etapa pontual, restrita ao momento de implementação. O ambiente tributário é altamente dinâmico, e o novo modelo de IVA será implementado de forma gradual, com ajustes regulatórios, novos layouts e interpretações ao longo do tempo.

Sem uma abordagem contínua de testes e validações, cada mudança normativa se transforma em um novo risco operacional, exigindo correções urgentes e impactando a estabilidade dos sistemas.

Por isso, as empresas devem adotar uma estratégia de testes contínuos, com monitoramento permanente e capacidade de adaptação rápida às mudanças regulatórias, garantindo conformidade ao longo de todo o processo de transição do novo modelo tributário.

 

Como a Sovos ajuda empresas no Brasil a evitar esses erros

A Sovos atua como especialista em compliance tributário e documentos fiscais eletrônicos, apoiando empresas na adaptação à Reforma Tributária e ao novo IVA com segurança e previsibilidade.

Suas soluções integradas permitem que as organizações interpretem corretamente as novas regras da CBS e do IBS, automatizem cálculos, validações e testes e garantam que seus sistemas estejam preparados antes, durante e após a entrada em produção.

Além da tecnologia, a Sovos combina profundo conhecimento regulatório local, presença contínua junto às autoridades fiscais e ampla experiência prática em projetos complexos de conformidade no Brasil, ajudando empresas a reduzir riscos e ganhar escala em um cenário de transformação tributária.

 

Prepare seus testes de IVA para o que realmente importa

No contexto da Reforma Tributária, evitar erros nos testes de IVA deixou de ser apenas uma preocupação técnica. Trata-se de uma decisão estratégica, essencial para garantir continuidade operacional, reduzir riscos e manter a conformidade em um dos maiores processos de transformação tributária já vividos no país.

Prepare seus testes de IVA para o que realmente importa. Descubra como preparar seus sistemas para o novo IVA no Brasil.

Fale com a Sovos agora. Estamos prontos para ajudá-lo

Depois de um ano inteiro acompanhando, analisando e debatendo cada avanço da Reforma Tributária no Brasil, a série de webinars “Navegando pela Reforma Tributária”, promovida pela Sovos ao longo de 2025, terminou.

Mais do que um encerramento de ciclo, o webinar “Retrospectiva da Série Navegando pela Reforma e expectativas para 2026”, apresentado pelos experts da Sovos, consolidou aprendizados, esclareceu dúvidas críticas e deixou um recado claro para o mercado: a Reforma Tributária não é mais um projeto futuro: ela começa, de fato, agora.

Este artigo reúne os principais temas discutidos ao longo da série e aprofundados nessa retrospectiva final. Um conteúdo essencial tanto para quem acompanhou tanto os encontros em si quanto para quem precisa, neste momento, entender o que muda, por quê muda e como se preparar para a fase decisiva da transição.

 

O pano de fundo da Reforma Tributária: simplificação como eixo central

A Reforma Tributária nasce com um objetivo ambicioso: simplificar um sistema historicamente fragmentado, complexo e custoso para empresas e para o próprio Estado. Ao substituir uma multiplicidade de tributos por dois grandes impostos sobre o consumo -CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – o governo redesenha os fundamentos da tributação indireta no país.

Essa simplificação, no entanto, vai muito além do discurso. Ela se materializa em pilares estruturantes que alteram profundamente a lógica do sistema, como a criação de uma base ampla de incidência -na qual praticamente todas as operações passam a ser tributadas-, o fim dos conflitos históricos de competência entre entre estados e municípios na alíquota de ICMS e ISS e a consolidação do conceito de fornecimento, independentemente de se tratar de mercadoria ou serviço.

O que antes gerava disputas jurídicas recorrentes e interpretações divergentes passa a ser tratado de forma mais uniforme, com impactos diretos na maneira como as empresas estruturam suas operações, contratos, precificação e sistemas fiscais.

 

Cadastro único do contribuinte: o início da reorganização

Outro elemento estruturante da reforma é a evolução do cadastro fiscal. No modelo atual, as empresas precisam administrar múltiplas inscrições -CNPJ, inscrições estaduais e municipais-, o que gera redundâncias, inconsistências e elevado custo operacional.

Com a Reforma Tributária, avança-se para a criação de um cadastro único do contribuinte, associado ao IBS. Ainda em fase de implementação, essa mudança representa um passo fundamental para a racionalização do relacionamento entre contribuintes e Fisco, reduzindo sobreposições e preparando o terreno para uma fiscalização mais integrada, orientada por dados e por informações declaradas diretamente nos documentos fiscais.

 

O documento fiscal eletrônico como protagonista absoluto

Ao longo de toda a série Navegando pela Reforma Tributária, um ponto se mostrou incontestável: o documento fiscal eletrônico deixa de ser apenas uma obrigação acessória e passa a ocupar o centro do sistema tributário.

Com a reforma, todas as informações relevantes para a apuração dos tributos passam a ser declaradas por meio dos documentos fiscais eletrônicos (df-e). Mais do que isso, a legislação atribui a esses documentos caráter declaratório e de confissão de dívida. Na prática, ao emitir um documento fiscal com determinado valor de IBS ou CBS, o contribuinte reconhece formalmente aquele débito perante o Fisco.

Essa mudança altera profundamente a lógica operacional. Reduz-se drasticamente o espaço para ajustes posteriores, desaparece a prática de “emitir agora e corrigir depois” e ganha força um modelo baseado em eventos fiscais, que passam a ser o instrumento adequado -e esperado- para correções, ajustes e regularizações. A qualidade da informação na origem torna-se, portanto, um fator crítico de compliance. Outra consequência é a expectativa de que, com essa concentração de informações nos DF-es, e o processo de cashback gerado pelo split payment reduza a quantidade de obrigações acessórias que são enviadas periodicamente ao governo.

 

IBS e CBS a partir de 2026: obrigação legal x validação técnica

Um dos temas que mais geraram dúvidas ao longo de 2025 foi a obrigatoriedade de informar IBS e CBS nos documentos fiscais a partir de 2026. A publicação de Notas Técnicas flexibilizando as regras de validação trouxe alívio operacional, mas também abriu espaço para interpretações equivocadas.

É fundamental distinguir dois conceitos: A flexibilização técnica significa que o documento pode ser autorizado mesmo sem a validação dos campos de IBS e CBS. Já a obrigatoriedade legal permanece intacta: a legislação determina que essas informações devem constar nos documentos quando necessário.

A ausência das informações não elimina riscos de questionamentos futuros, autuações ou exigências de recolhimento. Em 2026, operar “no limite do permitido” pode se transformar rapidamente em passivo tributário.

 

Cálculo e determinação: o coração da simplificação

Embora o discurso da reforma destaque a simplificação, é no cálculo tributário que essa mudança se concretiza de forma mais tangível. O sistema atual é complexo não apenas pela quantidade de obrigações, mas sobretudo pela multiplicidade de regras de cálculo e exceções.

Com a Reforma Tributária, entram em cena novos códigos, como o CST e o C-Class Trib, que passam a funcionar como verdadeiros “tax codes”. A partir deles, torna-se possível determinar de forma padronizada a incidência de IBS e CBS, eventuais reduções de alíquota, hipóteses de suspensão e tratamentos específicos.

O resultado é um documento fiscal mais completo ponto de vista estrutural e muito mais estratégico. A correta determinação da tributação deixa de ser um ajuste posterior e passa a ser crítica desde a origem da operação.

 

Créditos, eventos fiscais e não cumulatividade plena

Outro avanço estrutural da reforma é a consolidação do princípio da não cumulatividade plena. Em um cenário B2B, toda aquisição relacionada à atividade econômica tende a gerar direito a crédito, reduzindo distorções históricas do sistema atual.

A grande mudança está na forma de gestão desses créditos. Ajustes que antes eram realizados na escrituração fiscal passam a ser feitos por meio de eventos fiscais, sempre vinculados a um documento e a um item específico. Esses eventos alimentam diretamente o novo modelo de apuração assistida, reduzindo intervenções manuais, aumentando a rastreabilidade e fortalecendo o controle por parte do Fisco.

 

2026: o verdadeiro ponto de inflexão da Reforma Tributária e um ano de testes

Embora muitos associem os grandes impactos da reforma a 2027 ou a fases mais avançadas da transição, o consenso entre os especialistas da Sovos é claro: 2026 é o ano mais crítico.

É em 2026 que as empresas precisam pilotar seus testes e passar a conviver simultaneamente com dois modelos tributários, que os sistemas precisam estar preparados para novos campos, códigos e eventos, e que o Fisco utiliza o período como um grande ambiente de validações, tanto para os contribuintes quanto para sua própria infraestrutura tecnológica.

A flexibilização das aprovações técnicas das transações surge, nesse contexto, como uma medida pragmática para evitar a paralisação das operações, e não como um adiamento da reforma. O aprendizado e os ajustes feitos em 2026 serão determinantes para os anos seguintes.

 

O que vem a seguir: split payment, apuração assistida e transparência

Olhando para os próximos anos, dois grandes marcos se destacam no horizonte da Reforma Tributária. O primeiro é o split payment, previsto a partir de 2027, no qual a segregação do valor do tributo ocorre no momento do pagamento financeiro. O segundo é a consolidação da apuração assistida, com o governo assumindo um papel mais ativo na consolidação de débitos e créditos a partir das informações declaradas nos documentos e eventos fiscais.

Esses avanços reforçam um princípio central da reforma: a transparência fiscal, com impactos diretos na formação de preços, no fluxo de caixa e na gestão financeira das empresas.

 

Novos documentos fiscais e novos setores no radar

A ampliação da base de incidência também traz novos segmentos para o universo dos documentos fiscais eletrônicos. Operações que antes não eram consideradas fato gerador passam a ser tributadas e documentadas digitalmente.

Setores como bens imóveis, água e saneamento, transporte aéreo, pedágio, gás e outros combustíveis entram definitivamente no radar do novo sistema. O movimento é claro: todas as transações economicamente relevantes passam a ser reconhecidas digitalmente, reforçando o papel do documento fiscal como pilar do modelo tributário.

 

Como as empresas devem se preparar agora

Diante desse cenário, a principal recomendação é clara: não tratar 2026 como um período de brincadeira. Embora a flexibilização das regras de validação possa dar a impressão de um início mais brando, a transição para o novo modelo tributário já está em curso, e exige decisões estruturais desde agora.

A preparação passa, necessariamente, por alguns eixos fundamentais:

Mais do que cumprir obrigações acessórias, as empresas que se destacarem serão aquelas capazes de transformar o compliance tributário em um ativo estratégico, conectando tecnologia, dados e inteligência fiscal para navegar com segurança -e previsibilidade- pela maior reforma do sistema tributário brasileiro nas últimas décadas.

 

A importância do apoio especializado

Nesse contexto de profunda transformação, a tecnologia fiscal deixa de ser apenas operacional e assume um papel estratégico. A Sovos atua como parceira das empresas no Brasil ao oferecer soluções preparadas para a convivência simultânea entre o modelo tributário atual e o novo sistema introduzido pela Reforma Tributária.

As soluções da Sovos permitem centralizar a determinação e o cálculo de tributos, adaptar rapidamente documentos fiscais eletrônicos aos novos layouts, campos e códigos exigidos para IBS e CBS, além de gerenciar eventos fiscais de forma estruturada e rastreável. Isso é essencial em um cenário em que o documento fiscal passa a ter caráter declaratório e qualquer inconsistência na origem pode gerar riscos relevantes.

Além disso, a Sovos apoia as empresas na realização de testes contínuos, na adaptação a mudanças regulatórias frequentes e na preparação para fases futuras da reforma, como a apuração assistida e o split payment. Ao combinar conhecimento regulatório local, tecnologia escalável e experiência global em compliance fiscal, a Sovos ajuda as organizações a transformarem a complexidade da transição em controle, visibilidade e segurança operacional.

 

2026 já começou

A retrospectiva da série Navegando pela Reforma Tributária deixa um recado inequívoco: a reforma entrou em sua fase mais decisiva. O ano de 2026 marca o início de uma transformação profunda na forma como o Brasil tributa, fiscaliza e documenta suas operações econômicas.

Nesse novo cenário, informação, tecnologia e preparo deixam de ser diferenciais — tornam-se requisitos básicos para navegar com segurança em um ambiente tributário que já está em  e aquecimento de motores. O momento pede testes e experimentações. É hora de acelerar e pilotar a Reforma.

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Em 13 de janeiro de 2026, foi publicada a Lei Complementar nº 227/2026, que conclui uma etapa central da regulamentação da Reforma Tributária no Brasil. A nova lei complementa a Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Lei Complementar nº 214/2025, trazendo definições essenciais sobre governança, transição e operacionalização do novo sistema tributário baseado no IBS e na CBS.

Com essa publicação, a Reforma Tributária deixa definitivamente o campo das intenções e passa a operar como um modelo institucional estruturado, com regras, responsáveis e infraestrutura em desenvolvimento. Para as empresas, isso representa uma mudança concreta de patamar: o desafio agora não é mais “acompanhar o projeto”, mas operar corretamente dentro de um novo sistema tributário em formação.

A seguir, destacamos os principais pontos da Lei Complementar nº 227/2026 e o que eles significam, na prática, para as empresas que atuam no Brasil.

 

A institucionalização do novo sistema tributário

A Lei Complementar nº 227/2026 formaliza pilares fundamentais para o funcionamento do novo modelo tributário brasileiro, com destaque para:

Do ponto de vista empresarial, esse movimento reduz incertezas jurídicas sobre o “se” a Reforma acontecerá. A discussão passa a ser como se adaptar ao novo modelo, dentro dos prazos e das regras já estabelecidas.

 

O impacto estratégico para as empresas a partir de 2026

Com a publicação da Lei Complementar nº 227/2026, a Reforma Tributária deixa de ser apenas um exercício de interpretação normativa e passa a exigir decisões estratégicas concretas por parte das empresas. O foco deixa de estar exclusivamente no entendimento da lei e passa a se concentrar na capacidade operacional de execução.

Na prática, 2026 se consolida como um ano decisivo por três razões principais.

 

1. Os dados de 2026 não são descartáveis

Embora o período seja classificado como informacional, os dados transmitidos ao longo de 2026 irão compor a base histórica que sustentará cruzamentos, análises e fiscalizações futuras. Informações inconsistentes, incompletas ou divergentes podem gerar impactos acumulados nos anos seguintes, inclusive após o início da arrecadação efetiva.

Isso reforça a necessidade de atenção à qualidade dos dados desde o início da transição.

 

2. A Reforma Tributária desloca o risco do cálculo para o processo

No novo modelo, o risco tributário deixa de estar concentrado apenas em alíquotas ou apurações periódicas. Ele passa a residir na qualidade do dado na origem, na correta classificação tributária, no preenchimento dos documentos fiscais eletrônicos e na coerência entre operações, eventos fiscais e declarações assistidas.

Empresas com sistemas fragmentados, processos manuais ou baixa governança de dados tendem a enfrentar:

 

3. 2026 é o único momento com “proteção institucional” para ajustes

O período inicial sem aplicação imediata de penalidades formais deve ser visto como uma janela estratégica para ajustes estruturais, e não como um adiamento da Reforma. A partir de 2027, com a CBS em vigor e regras de penalidade plenamente aplicáveis, o espaço para correções reativas se reduz significativamente.

Empresas que utilizarem 2026 para testar cenários, validar integrações, revisar cadastros, ajustar fluxos internos e treinar equipes tendem a operar com muito mais previsibilidade e estabilidade nos anos seguintes.

 

A Reforma Tributária deixou de ser projeto e virou sistema

A Lei Complementar nº 227/2026 representa um marco simbólico e prático: a Reforma Tributária não é mais uma promessa futura, nem um conjunto disperso de normas em construção. Ela agora se apresenta como um sistema institucionalizado, com governança definida, responsabilidades distribuídas e infraestrutura tecnológica em desenvolvimento.

Esse avanço impõe uma mudança clara de mentalidade para as empresas.

 

1. A Reforma passa a ter governança e responsáveis definidos

Com a criação formal do Comitê Gestor do IBS e a atuação coordenada da Receita Federal e de órgãos tecnológicos do governo, o novo sistema deixa de ser abstrato. Ele passa a ter agentes responsáveis por normatização, fiscalização, arrecadação e evolução operacional.

Isso traz mais clareza institucional, mas também eleva o nível de exigência sobre os contribuintes.

 

2. O Brasil entra definitivamente na era da conformidade assistida

A institucionalização da Reforma consolida um modelo em que:

Nesse cenário, falhas deixam de ser eventos isolados e passam a ser indicadores sistêmicos, facilmente identificáveis por mecanismos automatizados de cruzamento.

 

3. O custo da não preparação se torna estrutural

Quando a Reforma ainda era percebida como projeto, muitos ajustes podiam ser adiados. Com a Reforma funcionando como sistema, o custo da improvisação se acumula mês a mês, operação a operação.

Empresas que não se estruturarem desde já tendem a conviver com:

 

O que as empresas devem fazer a partir de agora

A Lei Complementar nº 227/2026 deixa uma mensagem clara para o mercado: 2026 é um ano de preparação ativa, não de espera. O foco das empresas deve estar em:

Em síntese

A publicação da Lei Complementar nº 227/2026 consolida a Reforma Tributária como um novo sistema tributário em operação progressiva, sustentado por governança institucional, tecnologia e dados.

Para as empresas, o desafio não está apenas em entender a legislação, mas em operar corretamente dentro desse novo ecossistema. Quem utilizar 2026 como um ano de preparação estratégica tende a reduzir riscos, evitar retrabalho e atravessar a transição até 2033 com mais segurança e previsibilidade.

Em 23 de dezembro de 2025, as autoridades fiscais brasileiras publicaram o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, trazendo esclarecimentos fundamentais sobre a aplicação do IBS e da CBS a partir de 2026. A norma define quais documentos fiscais eletrônicos darão suporte aos novos tributos, estabelece como será o tratamento das informações nesse primeiro ano e esclarece o tema das penalidades durante o período de transição da Reforma Tributária.

O Ato Conjunto não altera o cronograma da Reforma Tributária, mas oferece segurança jurídica e previsibilidade para empresas que operam no Brasil. Na prática, 2026 passa a ser oficialmente reconhecido como um ano de preparação operacional, com foco em dados, documentos fiscais eletrônicos e processos de compliance. Veja abaixo os principais pontos para saber o que esperar da Reforma Tributária já no início de 2026.

 

O ano de apuração informacional do IBS e da CBS

O objetivo das autoridades fiscais é coletar dados, testar os fluxos de documentos fiscais eletrônicos e preparar sistemas governamentais e contribuintes para o início efetivo da arrecadação a partir de 2027.

Um dos pontos centrais do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 é a definição de 2026 como um ano de caráter informacional para o IBS e a CBS. Isso significa que:

 

O que muda em 2026, frente ao que era esperado

O Ato Conjunto também esclarece, de forma objetiva, o tema das penalidades relacionadas ao preenchimento dos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

De acordo com a norma, não poderão ser aplicadas penalidades pela ausência desses campos antes do primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação da regulamentação do IBS e da CBS. Considerando a expectativa de publicação dessa regulamentação em janeiro de 2026, eventuais penalidades somente poderiam ser aplicadas a partir de 1º de maio de 2026.

Esse esclarecimento reduz a insegurança jurídica no início da transição, mas não elimina a necessidade de preparação, ou adia qualquer projeto que já esteja em andamento, para estar pronto para a Reforma Tributária o quanto antes.

 

IBS e CBS como tributos declarados em documentos fiscais eletrônicos

O Ato Conjunto confirma que diversos documentos já existentes continuarão sendo utilizados para suportar os novos tributos, incluindo:

Além disso, o texto antecipa a introdução de novos documentos fiscais eletrônicos, que passarão a integrar o ecossistema da Reforma Tributária, como documentos voltados aos setores de saneamento (NFAg), gás (NFGas), mercado imobiliário (NF-e Abi), concessões/uso de infraestrutura viária (NFS-e Via) e regimes especiais (DeRE).

Na prática, isso deixa claro que a conformidade com IBS e CBS vai muito além do cálculo do imposto. Trata-se de um desafio de orquestração de múltiplos documentos, layouts, eventos fiscais e validações técnicas, em um ambiente regulatório que continuará evoluindo muito nos próximos anos.

 

Autorização da transação não é sinônimo de conformidade

Embora o Ato Conjunto traga períodos de transição e esclareça a aplicação de penalidades dentro de um determinado período, ele não posterga o início da Reforma Tributária, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Isso significa que:

Em outras palavras, 2026 não é um ano para esperar, mas um ano para se preparar.

 

Os riscos secretos da Reforma Tributária

O Ato Conjunto reduz o receio de penalidades imediatas, mas não elimina riscos operacionais e estratégicos para as empresas que estão escondidos. Entre os principais pontos de atenção estão:

Além disso, empresas que optarem por preencher os campos de IBS e CBS desde janeiro deverão atender a todas as regras técnicas de validação, o que pode gerar rejeições de documentos fiscais eletrônicos caso fizerem este processo incorretamente.

 

A Reforma Tributária em 2026 terá um contexto piloto

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 consolida uma mensagem central: a Reforma Tributária não foi adiada. O que houve foi a definição clara de que 2026 será um período piloto, de preparação assistida, com foco em dados, documentos fiscais eletrônicos e processos, e com proteção temporária contra penalidades.

Para as empresas, isso representa uma oportunidade estratégica de ajustar sistemas, revisar processos e garantir estabilidade operacional antes do início efetivo da arrecadação. Quem usar 2026 para se preparar tende a enfrentar menos riscos, menos retrabalho e mais previsibilidade ao longo da transição até 2033.

A poucos dias da entrada em vigor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Fisco brasileiro publicou a Nota Técnica 2025.002 v1.33, que altera a dinâmica de validação dos documentos fiscais eletrônicos a partir de janeiro de 2026.  Apesar da legislação seguir inalterada, continuando a exigir que a NF-e e NFC-e contenham obrigatoriamente os campos de IBS e CBS, a atualização determina que os documentos sem essas informações não serão rejeitados pelos sistemas autorizadores no início do próximo ano.

A decisão traz alívio operacional imediato, mas também aumenta a responsabilidade das organizações de se manterem preparadas, pois não reduz as obrigações legais de prestar estas informações. O faturamento das empresas continuará ocorrendo, mas a emissão sem o preenchimento adequado colocará contribuintes em não conformidade fiscal, com riscos elevados de eventuais auditorias, autuações e penalidades.

 

O que mudou?

Originalmente, a regra previa que, a partir de 1º de janeiro de 2026, NF-es e NFC-es seriam automaticamente rejeitadas se não incluíssem o grupo IBS/CBS.

Com a publicação da nota técnica divulgada pelo Comitê Gestor do IBS reafirma que:

Portanto, o governo não impedirá a emissão de notas, mas também não deixará de cobrar compliance fiscal. Assim, a obrigação continua, e a fiscalização vem logo depois.

 

Por que o Fisco decidiu flexibilizar? 

A decisão das autoridades fiscais não altera a lei da Reforma Tributária, mas responde a uma preocupação prática do mercado: evitar rupturas operacionais em milhares de empresas que ainda não conseguiram concluir a implementação do novo sistema.

A NT 2025.002 v1.33 também introduziu outros ajustes, como:

Os ajustes foram recebidos como um movimento de transição mais suave para o sistema de IVA dual, mas reforçam a responsabilidade das empresas: a fiscalização será feita com base no cumprimento da lei, não na validação do autorizador.

 

Autorização não significa conformidade: riscos aumentam em 2026

Com a flexibilização, muitas empresas podem ser tentadas a postergar investimentos em adequação tributária.
Contudo, o impacto dessa escolha pode ser problemático:

  1. Possibilidade de auditorias retroativas: Notas emitidas sem IBS/CBS serão registradas, mas podem ser questionadas posteriormente em fiscalizações cruzadas e auditorias do Fisco.
  2. Perda de benefícios fiscais: A não inclusão dos tributos pode resultar na revogação de créditos ou incentivos posteriormente.
  3. Multas e penalidades: A omissão de informações obrigatórias permanece como infração, independentemente da autorização técnica.
  4. Falsa percepção de segurança: Empresas podem acreditar que estão regulares porque as notas são autorizadas, mas podem estar acumulando passivos silenciosos.

 

O que muda para as empresas a partir de agora

A convivência entre o modelo atual e o sistema de IVA dual exige atenção redobrada no chamado período de transição, que irá até 2033. Mesmo com a mudança, continua sendo essencial:

Outros documentos, como NFSe, CTe, NFCom, BP-e, NF3-e, seguem suas respectivas normas e não foram afetados pela NT 2025.002 v1.33.

 

Como a Sovos contribui para um início de 2026 sólido e em conformidade

A Sovos recomenda que todas as empresas:

Sua empresa está pronta para esse novo cenário? Fale com os nossos especialistas.

A Sovos está de prontidão para liderar esse processo com confiabilidade e acerto.

A Reforma Tributária vai pegar fogo em 2026. Após a aprovação da Lei Complementar 214/2025 e a definição dos pilares operacionais do novo sistema, o próximo ano marca o início da transição prática para o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Para as empresas, o tempo corre. Agora é o momento de testar, validar e ajustar processos. Em um ambiente em que falhas tributárias podem parar operações, bloquear pagamentos a fornecedores ou gerar inconsistências tributárias, a preparação antecipada deixou de ser vantagem: virou requisito mínimo de continuidade.

 

O que muda em 2026: os gatilhos que exigem preparação imediata

 A partir de 1º de janeiro de 2026, começa a transição operacional para o novo modelo:

O Brasil inicia o período de convivência entre os tributos atuais e os novos tributos dualizados. Mesmo com a implementação gradual, as empresas precisarão registrar operações considerando as novas regras, alíquotas e formas de cálculo.

Os documentos fiscais passam a carregar campos específicos para CBS, IBS e -quando aplicável- Imposto Seletivo. Isso significa mais de 200 novas informações relativas à Reforma, com dados fundamentais para as alterações estruturais nos cálculos de créditos e débitos e impactos diretos nos sistemas de ERP, faturamento, contabilidade e procurement.

A lógica tributária muda: deixa de ser um sistema que acumula tributos “em cascata” ao longo da cadeia, passando a um modelo plenamente creditável. Isso exige revisitar precificação, margens, modelos de compras e até contratos.

A reforma visa reduzir burocracia e padronizar obrigações, o que exige que empresas tenham processos altamente automatizados para emissão, recepção, apuração e auditoria fiscal.

 

Os riscos reais para quem não pilotar agora

Uma pesquisa nacional divulgada em novembro de 2025 mostrou que quase três quartos das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para a Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à adaptação dos sistemas de faturamento e à integração com fornecedores.

Os principais riscos identificados para 2026 incluem:

 

Empresas que deixarem para validar seus sistemas após janeiro tenderão a enfrentar gargalos difíceis de recuperar no curto prazo.

 

O que sua empresa precisa testar o mais rápido possível

Com o início da transição cada vez mais próximo, alguns passos são inadiáveis. A prioridade absoluta é a implementação do novo layout para os documentos fiscais eletrônicos já existentes e a implementação da emissão de novos documentos caso o seu segmento seja afetado por elas, garantindo que a emissão com campos de CBS/IBS, as regras de cálculo e a integração com o ERP funcionem de ponta a ponta, incluindo o comportamento dos webservices federais e estaduais. Este é o caso das empresas que precisam emitir notas de serviço no padrão nacional, de acordo com os municípios que já adeririam a este novo modelo, aos setores de água e saneamento básico, o setor aéreo, além de outros que, apesar de ainda não ter datas e modelos oficiais anunciados, já se sabem que serão afetados, como o setor de aluguéis de móveis e imóveis e o setor de gás.

Em paralelo, as empresas precisam reforçar os testes de recepção e validação automática de notas de fornecedores, já que grande parte dos riscos operacionais recai sobre divergências entre documentos recebidos e parametrizações internas.

Outro passo crítico é a revisão das regras de negócio para o novo modelo não-cumulativo, avaliando impactos no fluxo de caixa, mapeamento das operações que geram crédito e possíveis alterações de custo ou margem.

Na sequência, a automação da apuração fiscal e das conciliações se torna indispensável: a complexidade antes distribuída entre ICMS, ISS, PIS e Cofins agora se concentra em CBS/IBS, exigindo maior precisão e rastreabilidade.

Por fim, as empresas devem executar pilotos internos de ponta a ponta, simulando processos completos -emissão, recepção, conciliação, escrituração e auditoria- para identificar falhas antes da operação real.

 

Cenários prováveis para 2026 e como sua empresa deve se preparar para cada um (infográfico)

O governo fortalece a digitalização e libera novos ajustes no layout das DF-es. Empresas devem manter seus sistemas atualizados continuamente.

Cadeias de suprimentos com baixa maturidade digital sofrerão. Empresas precisam de ferramentas de reconciliação e validação automática de NF-e.

Com mais informações padronizadas e o governo firme em suas datas estabelecidas, cresce o uso de analytics pelas autoridades tributárias. Erros pequenos serão detectados mais rapidamente.

Setores industrial e de varejo podem ver ajustes competitivos conforme créditos do CBS/IBS começarem a surtir efeito. Empresas devem simular cenários financeiros para evitar surpresa nos resultados.

 

Como construir seu roadmap interno para o primeiro semestre de 2026: uma sugestão 

Dez 2025 – Jan 2026

 

Fev – Mar 2026

 

Abr – Jun 2026

A lógica é simples: quanto mais cedo sua empresa testar, menos interrupções enfrentará durante a transição.

 

2026 é o ano da virada – e precisa começar ontem 

A Reforma Tributária pode simplificar processos, reduzir burocracia e aumentar competitividade, mas apenas para quem estiver pronto. Empresas que se antecipam reduzem risco, ganham eficiência e evitam quedas operacionais no início do novo modelo.

Sovos está acompanhando cada etapa regulatória e tecnológica da reforma.

Com soluções integradas de faturação eletrônica, compliance tributário e automação fiscal, a Sovos apoia empresas que precisam adaptar DF-es, validar documentos recebidos, apurar CBS/IBS e garantir uma transição segura.

2026 será um divisor de águas. E o momento de se preparar é ontem. 

Precisa de uma mãozinha? Estamos prontos para ajudá-lo!

A Reforma Tributária avança no Brasil para uma das fases mais desafiadoras para empresas: a adaptação aos novos documentos fiscais eletrônicos que substituirão ou padronizarão processos já existentes em setores como aviação, saneamento, serviços e logística.

No webinar “Navegando pela Reforma Tributária: Prepare-se para os novos documentos fiscais” da Sovos, especialistas apresentaram um panorama detalhado dessas mudanças, destacando riscos, impactos operacionais e caminhos práticos para a adequação.

 

O novo cenário tributário: padronização, rastreabilidade e validação em tempo real

A Reforma Tributária traz consigo um redesenho profundo do sistema brasileiro. Mais do que substituir documentos ou atualizar layouts, o objetivo do Fisco é criar um ecossistema padronizado, rastreável e integrado ao modelo IVA (IBS/CBS), capaz de reduzir inconsistências e garantir maior transparência operacional. Isso passa pela consolidação de modelos hoje fragmentados, pela ampliação da rastreabilidade das operações e pela validação imediata dos documentos, eliminando discrepâncias antes mesmo que avancem no fluxo de faturamento.

A partir de 2026, diversos setores passarão a operar exclusivamente com esses novos documentos digitais. No webinar, os especialistas destacaram quatro elementos centrais dessa transformação: o BP-e TA, a NFAg-e, a NFS-e Nacional e a chegada dos Eventos Fiscais, que representam a evolução da pós-emissão digital.

 

BP-e TA: um novo modelo para o transporte aéreo

O Bilhete de Passagem Eletrônico para transporte aéreo substitui o modelo atual e exige uma transformação significativa nos sistemas de reservas, tarifas, check-in e no cadastro de passageiros.

 

Principais mudanças

 

NFAg-e: padronização no setor de águas e saneamento

A NFAg-e traz uma unificação inédita para um setor historicamente marcado por regras e formatos locais.

 

Pontos críticos destacados

 

NFS-e Nacional: adeus à fragmentação municipal

Um dos temas mais comentados do webinar foi a transformação do modelo de nota fiscal de serviços. A versão nacional elimina a fragmentação de mais de 5 mil municípios, trazendo simplicidade, consistência e interoperabilidade tributária.

Os especialistas destacaram que agora será necessário:

 

Eventos fiscais: a nova pós-emissão digital

Outro bloco central do webinar abordou o funcionamento dos Eventos Fiscais, que representam uma mudança estrutural na forma como o Fisco acompanha o ciclo de vida das operações. Antes restritos ou facultativos, esses registros complementares -como entrega, aceite, devolução, pagamento, cancelamento e outros eventos logísticos ou comerciais- passam agora a ser obrigatórios em escala nacional.

Essa mudança leva o compliance para dentro da operação, e não apenas para a apuração posterior. Com o envio dos eventos em tempo quase real, o Fisco passa a acompanhar cada etapa da cadeia, exigindo alinhamento entre logística, financeiro, faturamento e ERP.

A ausência desses eventos pode gerar inconsistências fiscais, recusas, divergências e até riscos de autuação. Ignorar ou atrasar essa comunicação significa operar com dados incompletos, criando brechas que comprometem diretamente a conformidade.

 

Como as empresas devem se preparar

O webinar finalizou com recomendações práticas para iniciar o processo de adequação:

 

O papel da Sovos na transição

 A Sovos já está trabalhando ativamente na adaptação de suas plataformas para atender aos novos documentos e layouts exigidos pela Reforma Tributária no Brasil. Com uma abordagem completa e integrada, a empresa oferece suporte desde a análise do impacto regulatório até a implementação técnica, garantindo que seus clientes estejam preparados para emitir, validar e gerenciar esses novos documentos com segurança e em total conformidade.

Sua tecnologia permite a integração nativa com SEFAZ e com os ambientes federais e municipais, além de uma gestão centralizada de documentos e eventos fiscais, automação de ponta a ponta dos processos e monitoramento em tempo real. Isso reduz significativamente os riscos de rejeição, bloqueios operacionais e possíveis autuações, trazendo maior previsibilidade e controle para as áreas fiscal, financeira e de tecnologia.

A missão da Sovos é clara: ajudar as empresas a navegarem pela Reforma Tributária com confiança, eficiência e continuidade operacional, mesmo diante de um cenário regulatório em rápida transformação.

Não espere a entrada em vigor para agir. Antecipe-se às mudanças e prepare sua empresa agora. Fale com um especialista da Sovos agora.

Se você não conseguiu assistir ao evento, assista ao webinar on demand aqui.

A poucos meses da entrada em vigor das primeiras regras da Reforma Tributária, as empresas brasileiras se preparam para uma transformação sem precedentes. Além da uma mudança fiscal, a reforma representa um desafio tecnológico profundo, que afetará a infraestrutura, a arquitetura de soluções, os fluxos de dados e os modelos de compliance.
Durante o webinar “Impactos Tecnológicos da Reforma Tributária”, promovido pela Sovos em parceria com a KPMG, especialistas das duas organizações analisaram os principais impactos e caminhos para uma adaptação bem-sucedida.

 

Uma reforma para simplificar mas que antes aumenta a complexidade

“A Reforma Tributária foi criada para simplificar procedimentos e reduzir o Custo Brasil, mas, até chegar lá, enfrentaremos um período de maior complexidade”, explicou Marcio Knogl, sócio da KPMG Brasil e líder de Tax Technology.

Segundo o especialista, a jornada de transição -que vai até 2033- exigirá que as empresas convivam com dois modelos tributários, o atual e o novo, o que implicará revisões constantes de processos e sistemas.

Knogl destacou que essa transformação pode ser observada em quatro dimensões principais: financeira, operacional, tecnológica e de implementação. E, em todas elas, a tecnologia terá um papel central.

Os principais impactos tecnológicos identificados pela KPMG incluem:

“A reforma não é um projeto apenas da área fiscal. TI, finanças, operações e fiscal precisam atuar juntos para evitar impactos negativos em margens, preços e compliance”, destacou Knogl.

 

Da reação à antecipação: como se preparar para a virada de 2026

No curto prazo, as empresas já vivem uma corrida contra o tempo. As ações imediatas incluem a aplicação de atualizações nos ERPs e o desenvolvimento de novas regras para cálculo de CBS e IBS.

Muitas organizações também estão reforçando suas soluções de mensageria fiscal, garantindo capacidade e performance para lidar com o aumento do volume de notas, e adotando ferramentas de simulação de cenários para avaliar os impactos financeiros e operacionais ao longo da transição.

No médio prazo, a prioridade será a automação inteligente e a adoção de motores de cálculo externos, capazes de incorporar automaticamente as alterações legais e reduzir a dependência de customizações internas.

Esse movimento abre espaço para o uso crescente de inteligência artificial e automação na gestão tributária, além da terceirização temporária de processos fiscais enquanto as equipes se adaptam ao novo modelo.

“Estamos diante de uma transformação longa, com mudanças graduais até 2033. O momento exige agilidade e visão estratégica”, reforçou Knogl.

A KPMG e a Sovos atuam de forma integrada nessa jornada, combinando consultoria estratégica, planejamento de transformação e implementação tecnológica, garantindo que ERPs e sistemas satélites estejam preparados para os novos requisitos fiscais.

 

A visão da Sovos: o compliance “Always On”

Para Helton Arsênio, Product Marketing Manager da Sovos, o novo cenário redefine completamente o conceito de compliance fiscal: “O modelo atual é sequencial e reativo. O novo modelo será contínuo e em tempo real”, explicou.

Nesse contexto, todas as partes envolvidas -governo, empresas, fornecedores e consumidores- precisam estar sincronizadas no momento da transação. “Manter planilhas não vai resolver. Se precisa de um modelo Always On, que exige automação e inteligência de dados para garantir conformidade em tempo real”, afirmou.

A Sovos já está pronta para essa nova era com uma plataforma unificada e preparada para o futuro, que integra cálculo, emissão, reporte e inteligência fiscal em um único ecossistema:

Com essa abordagem, a Sovos apoia as empresas brasileiras na construção de um ambiente de compliance integrado, preditivo e resiliente, capaz de acompanhar as constantes mudanças do sistema tributário.

“O futuro da gestão fiscal será proativo, preditivo e automatizado. E a Sovos está pronta para liderar essa transformação ao lado das empresas brasileiras”, concluiu Arsênio.

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A transição para o modelo IBS/CBS representa uma das maiores mudanças fiscais já enfrentadas pelas empresas. Entre novos critérios de crédito, tributação no destino, ajustes em documentos fiscais e requisitos operacionais, a preparação exige uma combinação de tecnologia, governança e alinhamento entre áreas fiscais e de TI.

Mais do que entender a lei, é preciso garantir execução técnica: sistemas atualizados, dados íntegros, processos revisados e equipes prontas.

Este checklist ajuda sua empresa a identificar pontos críticos e orientar os próximos passos:

 

1. Mapeamento dos impactos tributários e operacionais

Antes de atualizar sistemas, é essencial entender o que exatamente muda no negócio.

A Reforma Tributária não altera apenas regras fiscais: ela redesenha a lógica de formação de preço, créditos, contratos, logística e margens. Sem um diagnóstico inicial aprofundado, a empresa pode adaptar sistemas na direção errada ou decidir estratégias comerciais com base em premissas incompletas. Mapear impactos é o ponto de partida que garante que todo o resto -tecnologia, processos e governança- avance na direção correta.

Sinal de alerta: empresas que não fizerem esse mapeamento inicial poderão tomar decisões equivocadas de pricing ou logística. Sem visibilidade dos impactos reais, o risco é alto: preços desalinhados, margens comprimidas, perda de competitividade e retrabalho operacional, tudo evitável com uma análise prévia.

 

2. Revisão dos motores tributários e regras de cálculo

O IBS/CBS exige parametrização profunda das regras fiscais.

 Atualizar motores tributários não significa apenas incluir novas alíquotas: envolve reestruturar lógicas de crédito, critérios de destino, convívio entre regimes e exceções setoriais. Como a base de cálculo muda, qualquer falha pode bloquear emissões, gerar inconsistências e afetar diretamente o relacionamento com o fisco. Por isso, a revisão técnica do motor é uma das etapas mais críticas da transição

O objetivo é evitar bloqueios de emissão, erros de cálculo e inconsistências com o fisco: empresas que atualizam o motor com precisão garantem fluidez operacional, reduzem riscos de autuação e atravessam a transição com o mínimo de interrupções.

 

3. Adequação dos documentos fiscais (NF-e, NFC-e, NFS-e, outros)

Os layouts digitais sofrerão mudanças progressivas.

A transição para o IBS/CBS exige ajustes sucessivos nos documentos, campos, regras e validações. Isso ocorrerá por ondas, não de uma só vez. Empresas que não acompanharem o calendário podem enfrentar falhas de emissão, rejeições inesperadas e retrabalho, especialmente em operações de alto volume.

Empresas mais impactadas: varejo, serviços, manufatura, farmacêutica e setores com alto volume de documentos: quanto maior o fluxo diário de emissão, maior o risco de interrupções, por isso esses segmentos precisam se antecipar ainda mais.

 

4. Integração entre áreas fiscais, TI, pricing, logística e contratos

A reforma deixa de ser um tema apenas “fiscal”.

A nova estrutura tributária altera margens, operações, contratos, rotas logísticas e até modelos de negócio. Nenhuma área consegue se preparar isoladamente. A falta de diálogo entre times é uma das principais causas de falhas de implementação, desalinhamentos operacionais e inconsistências de cálculo.

Sem integração, não há compliance consistente: somente quando todas as áreas compartilham informações, critérios e decisões a empresa consegue uma implementação fluida e sem contradições internas.

 

5. Testes, simulações e cenários

Em um ambiente de transição longa, a capacidade de simular será crucial.

A Reforma não se resume ao “dia da virada”: haverá sobreposição de modelos, ajustes contínuos e impactos que só aparecem quando testados em escala. Simulações permitem prever margens, créditos, fluxo de caixa e efeitos operacionais antes que aconteçam, reduzindo riscos e aumentando a confiança das equipes.

 Empresas preparadas testam muito antes de produzir: quem simula ganha previsibilidade, evita surpresas e corrige falhas antes que afetem clientes, operações ou o relacionamento com o fisco.

 

6. Governança e confiabilidade dos dados fiscais

Sem dados limpos, não há compliance, e muito menos Reforma Tributária.

Toda a lógica do IBS/CBS depende de informações cadastrais coerentes, classificações corretas e integrações sem ruído. Se a base estiver desorganizada -códigos desatualizados, produtos mal classificados, divergências entre sistemas- qualquer cálculo, crédito ou emissão pode sair errado. Em um modelo que exige rastreabilidade total, a qualidade do dado passa a ser o primeiro pilar do compliance.

Governança é o maior diferencial competitivo da transição: empresas que tratam dados fiscais como um ativo estratégico conseguem migrar com menos risco, mais velocidade e maior precisão nos cálculos. Além de reduzir falhas, a governança bem estruturada evita retrabalhos, fortalece a tomada de decisão e cria uma base sólida para acompanhar as mudanças contínuas da Reforma.

 

7. Capacitação das equipes e plano de governança 

A mudança é tecnológica, mas também humana.

Mesmo com sistemas bem configurados, a operação falha se as pessoas não estiverem preparadas. A Reforma exige novas rotinas, entendimentos e responsabilidades. A capacitação garante decisões mais seguras e uma migração consistente.

Empresas preparadas comunicam bem e treinam melhor: quem investe em informação clara e capacitação contínua reduz erros, acelera a adoção e mantém todas as áreas alinhadas durante a transição.

 

Como a Sovos contribui para uma preparação sólida

A adequação à Reforma Tributária exige precisão normativa, automação confiável e integração entre cálculos, documentos fiscais e dados operacionais, exatamente onde a Sovos atua.

TaxRules, seu motor tributário, aplica automaticamente as atualizações de IBS, CBS e Imposto Seletivo, garantindo cálculos consistentes durante toda a transição. O monitoramento contínuo de eventos fiscais com a Sovos Tax Events permite detectar divergências em tempo real, reduzindo riscos de autuações e falhas de compliance.

Para apoiar decisões, Sovos Intelligence, a camada analítica, oferece simulações, projeções de carga e otimização de créditos. Tudo isso roda em uma arquitetura API-first que conecta emissão eletrônica, validações e governança de dados em um único ecossistema, com trilhas de auditoria completas.

A estrutura modular permite incorporar novas obrigações de forma incremental, sem refazer integrações ou sistemas já estabilizados.

A Reforma Tributária exige preparação técnica, revisão de processos e modernização de sistemas. A diferença entre risco e vantagem competitiva está no nível de prontidão, e começar cedo é o maior fator de sucesso.

Sua empresa está pronta? A Sovos pode ajudar a liderar esse processo com segurança e precisão. 

Fale conosco agora e confira.

A Reforma Tributária inaugura um novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil, aproximando o país de estruturas modernas de IVA e substituindo a lógica atual de múltiplos tributos e regimes cumulativos. Para as empresas, isso representa a necessidade de rever sistemas, processos e contratos, além de se preparar para novos leiautes de documentos fiscais eletrônicos.

Embora todas as indústrias sejam afetadas, os impactos variam intensamente conforme a natureza da cadeia produtiva:

 

A indústria química será uma das mais impactadas pela nova lógica de créditos e pela centralidade do destino como critério de tributação. Como o setor opera com cadeias longas, insumos diversificados e um alto volume de operações interestaduais, qualquer alteração na apropriação de créditos repercute diretamente no custo de produção.

Além disso, muitos produtos dependem de regimes fiscais específicos, que deverão ser reinterpretados à luz das novas regras, afetando previsões de preço, planejamento de fabricação e contratos de fornecimento de longo prazo.

Oportunidades: A Reforma também abre espaço para ganhos importantes no setor químico. Ao organizar melhor os créditos ao longo da cadeia, as empresas passam a trabalhar com custos mais previsíveis e conseguem ajustar preços com maior precisão graças a simulações fiscais automatizadas. Outro benefício é a redução de retrabalho, já que a integração entre ERP, motor tributário e emissão de NF-e torna os processos mais consistentes e menos sujeitos a erros.

 

No setor farmacêutico, a reforma se cruza com um ambiente altamente regulado, no qual requisitos sanitários convivem com obrigações fiscais rígidas. A redefinição de benefícios e isenções exige uma análise minuciosa do portfólio, já que diferentes medicamentos podem passar a ter tratamentos distintos no novo modelo.

A rastreabilidade, essencial na cadeia farmacêutica, precisa ser articulada com dados fiscais estruturados em novos campos da NF-e, criando um cenário em que consistência e automação são fundamentais.

Oportunidades: No ambiente farmacêutico, a combinação de dados regulatórios e fiscais em um mesmo fluxo digital permite uma emissão muito mais eficiente e menos sujeita a inconsistências. A reforma também cria espaço para revisar incentivos e regimes especiais, otimizando a estratégia tributária. Além disso, a automação tende a acelerar toda a cadeia de distribuição, em um setor onde velocidade e precisão fazem diferença real.

 

A manufatura, por natureza, depende de cadeias complexas e fortemente influenciadas pelo custo dos componentes. Com a Reforma Tributária, o fluxo de créditos sobre insumos nacionais e importados torna-se determinante para a margem e pode alterar completamente o desenho de produção -desde a escolha de fornecedores até a localização de plantas.

Também será necessário rever cláusulas contratuais, recalibrar políticas de precificação e preparar sistemas para volumes elevados de documentos fiscais com regras inteiramente novas.

Oportunidades: A manufatura pode usar a reforma como alavanca para reestruturar sua cadeia de suprimentos com mais inteligência. A análise tributária por SKU ajuda a identificar pontos de otimização tanto no custo do insumo quanto na localização de fornecedores e centros produtivos. A adoção do princípio do destino permite redesenhar rotas logísticas, enquanto simulações tributárias trazem clareza sobre margens e competitividade. 

 

O varejo será diretamente afetado pela Reforma Tributária porque opera com margens apertadas, alto volume de transações e forte dependência de automação fiscal. A migração para um modelo de IBS/CBS tende a simplificar parte das regras, mas amplia a necessidade de parametrização fina no ponto de venda, principalmente para empresas que vendem produtos com diferentes tratamentos tributários.

A mudança para tributação no destino impactará especialmente redes com presença nacional, exigindo revisão das estratégias de distribuição, centros de fulfillment e políticas de precificação regional. Além disso, o novo modelo exige adaptação das NFC-e e NF-e utilizadas em operações omnichannel, além de revisões na forma como são tratados devoluções, trocas, combos e promoções, operações muito sensíveis no varejo e altamente dependentes de regras fiscais corretas.

Oportunidades: Para o varejo, a simplificação das regras por produto ao longo da jornada de venda reduz erros e melhora o desempenho operacional das lojas físicas e digitais. A integração fiscal fortalece a estratégia omnichannel, evitando rupturas entre canais. A tributação no destino, quando bem parametrizada, também permite trabalhar com margens mais precisas por região, aumentando a previsibilidade financeira.

 

O setor de serviços vivenciará uma das mudanças mais significativas da reforma, já que muitos modelos de negócio atualmente se baseiam em ISS municipal, que será substituído pelo IBS. Essa transição exige uma revisão profunda na forma de calcular tributos, especialmente para empresas que prestam serviços em múltiplos estados ou que combinam serviço e produto (como tecnologia, manutenção, transporte ou utilities).

O novo framework tributário demanda harmonização de contratos, reclassificação de atividades e atualização de sistemas que hoje possuem parametrizações orientadas ao ISS. Empresas de tecnologia, consultorias, serviços financeiros, logística e BPO enfrentarão o desafio de consolidar regras para operações nacionais e adequar a emissão de documentos fiscais eletrônicos a modelos híbridos (serviço + mercadoria). Com a mudança do local de recolhimento para o destino, o setor terá de reorganizar seus fluxos de faturamento e repensar centros operacionais.

Oportunidades: Com regras mais uniformes e menos disputas entre municípios, o setor de serviços ganha em segurança jurídica. A clareza tributária permite contratos mais simples e robustos, reduzindo riscos. Além disso, empresas que operam nacionalmente podem expandir com menos barreiras fiscais, aproveitando a padronização do modelo.

 

A indústria automotiva, caracterizada por um ecossistema de peças e componentes extremamente diversificado, enfrentará um desafio duplo: recalcular créditos de produtos com origens distintas e reorganizar a gestão fiscal entre fornecedores e montadoras.

Incentivos regionais e programas de investimento também poderão ser reavaliados, o que afeta diretamente a viabilidade de novas linhas de produção e a manutenção de plantas atuais. Nesse ambiente, coerência e rastreabilidade fiscal são chave para evitar rupturas na cadeia de montagem.

Oportunidades: No setor automotivo, a revisão dos modelos fiscais oferece a chance de reposicionar operações e contratos com maior previsibilidade. A automação do cálculo por peça e operação ajuda a lidar com cadeias extremamente complexas. E, com processos mais padronizados, diminui o risco de contingências na relação entre fornecedores e montadoras.

 

No setor de petróleo e gás, as mudanças exigem conciliar um sistema tributário renovado com uma estrutura já complexa de royalties, contribuições e regulações específicas. As operações interestaduais -essenciais para o transporte, refino e distribuição- agora precisam ser reavaliadas com base no princípio do destino.

Além disso, contratos de longa duração, muito comuns no setor, podem demandar revisões profundas ou cláusulas de transição. A atualização dos documentos fiscais próprios da indústria será decisiva para manter conformidade; entre eles, destaca-se a nova Nota Fiscal do Gás (NFG), que entrará em vigor em breve e exigirá adequações nos sistemas de emissão e validação. Essa mudança impacta toda a cadeia, desde distribuidoras até indústrias que utilizam gás como insumo crítico.

Oportunidades: A reforma abre espaço para que empresas revisem modelos de contrato e formação de preços com maior precisão tributária. A automação fiscal integrada a sistemas industriais gera ganhos relevantes de eficiência. E a padronização de regras ao longo da cadeia reduz incertezas em operações com múltiplos intermediários.

 

A agroindústria, com forte foco em exportação e cadeias multietapas, terá de lidar com a nova lógica de créditos recuperáveis e com a necessidade de registrar cada etapa da cadeia, desde o silo até o processamento e a saída para exportação. As mudanças exigem rastreabilidade fiscal ainda mais detalhada e adaptação a novos documentos fiscais como a NFAg-e. O fluxo de caixa também pode ser impactado, já que prazos e regras de devolução de créditos podem ser alterados.

Oportunidades: Para a agroindústria, a possibilidade de recuperar créditos de forma mais eficiente ao longo de cadeias longas representa um ganho financeiro relevante. A integração entre documentos fiscais, logística e certificações torna o fluxo operacional mais ágil, especialmente no contexto exportador. Com mais visibilidade tributária, as operações interestaduais também se tornam mais previsíveis.

 

Como a Sovos ajuda sua indústria na Reforma Tributária

A Sovos oferece uma plataforma completa, construída para simplificar o IBS/CBS, garantir conformidade contínua e permitir que cada setor navegue a transição com segurança, velocidade e previsibilidade.

1. Motor tributário preparado para IBS/CBS

2. Documentos fiscais eletrônicos sempre atualizados

3. Tax Events: conformidade em tempo real

4. Sovos Intelligence: insights para tomada de decisão

5. Automação do compliance e redução de contingências

6. Integração e escalabilidade corporativa

 

A Reforma Tributária marca um ponto de inflexão para todas as empresas no Brasil. Não basta ajustar sistemas: é preciso revisar processos, mapear impactos financeiros, replanejar operações e garantir que cada decisão esteja alinhada aos novos modelos de tributação.

Organizações que tratam essa transição como um projeto estratégico -com automação confiável, controles fiscais sólidos e integração completa entre tecnologia e áreas de negócio- chegarão ao novo regime mais preparadas, resilientes e competitivas.

Precisa preparar a sua indústria para tudo o que está por vir? Estamos à sua espera para ajudá-lo!

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Os times fiscal e contábil têm um papel de destaque na Reforma Tributária, uma das maiores transformações estruturais da economia brasileira nas últimas décadas. Mais do que uma mudança de alíquotas ou siglas, ela redefine a forma como as empresas registram, calculam e reportam suas operações. Com a criação do IBS e da CBS, o objetivo é simplificar, mas o caminho até lá exigirá preparo técnico, revisão de processos e uma nova postura das áreas fiscal e contábil.

Nesse contexto, o protagonismo desses times deixa de ser apenas operacional e passa a ser estratégico. São eles que traduzem as novas regras em práticas internas, ajustam sistemas, revisam cadastros e asseguram que cada dado transmitido ao Fisco esteja em conformidade. O sucesso da adaptação das empresas dependerá diretamente da integração entre essas duas áreas. 

O novo papel do time fiscal

O time fiscal será responsável por acompanhar de perto a transição entre os regimes atuais e o novo modelo de tributação sobre o consumo. Isso inclui:

Além de dominar a legislação, o profissional fiscal passa a ser um agente de transformação interna, alguém capaz de antecipar riscos, propor ajustes e apoiar a tomada de decisão estratégica com base em dados tributários confiáveis.

O novo papel do time contábil

Se o time fiscal é a linha de frente na aplicação prática das novas regras, o time contábil será o guardião da coerência e da transparência. A Reforma Tributária traz impactos diretos sobre o reconhecimento de receitas, o registro de créditos e débitos e a mensuração de resultados.

Entre as novas responsabilidades estão:

O professional deixa de ser apenas o responsável pelo fechamento do mês: torna-se um tradutor da reforma em números que orientam o negócio.

Sinergia entre áreas fiscal e contábil: a chave para uma transição segura

Com funções complementares, os times fiscal e contábil precisam trabalhar de forma totalmente integrada. A troca constante de informações entre as áreas será essencial para garantir consistência nos dados enviados ao Fisco e confiabilidade nos relatórios internos.

Essa sinergia deve ser sustentada por processos claros, comunicação eficiente e o uso de plataformas que permitam visão unificada das obrigações fiscais e contábeis. Somente assim será possível evitar retrabalho, divergências e riscos de não conformidade em um cenário de mudanças graduais e complexas.

O papel da tecnologia e da automação

 Nenhuma dessas transformações será possível sem o apoio da tecnologia. A automação fiscal e contábil, aliada à inteligência analítica e soluções especializadas será determinante para acompanhar o ritmo da Reforma Tributária.

Ferramentas capazes de atualizar regras de cálculo em tempo real, consolidar dados entre múltiplos sistemas e gerar relatórios precisos serão diferenciais competitivos. Além disso, a digitalização dos processos permitirá que os times dediquem mais tempo à análise e ao planejamento  e menos à execução manual de tarefas repetitivas.

Empresas que enxergarem a tecnologia como aliada nesse processo estarão mais preparadas para a transição, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional.

Como a Sovos ajuda

Com a complexidade crescente do cenário tributário e a chegada de novas obrigações digitais, as empresas precisam de soluções capazes de garantir conformidade e flexibilidade durante a transição.

A Sovos apoia organizações na jornada de adaptação à Reforma Tributária, oferecendo plataformas integradas de compliance fiscal e para administrar o IVA que se atualizam conforme a legislação evolui.

Nossas soluções permitem que as áreas fiscal e contábil trabalhem de forma sincronizada, com dados centralizados, relatórios inteligentes e total rastreabilidade das operações. Isso garante segurança, agilidade e tranquilidade diante das novas exigências do Fisco.

Pertence às áreas fiscal ou contábil e precisa transformar a complexidade tributária em um diferencial competitivo?

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Os eventos fiscais irão transformar a forma como as empresas gerenciam seus créditos tributários no âmbito da reforma. A partir de janeiro de 2026, será obrigatório declarar os eventos fiscais em tempo real. Essa medida impactará diretamente a operação diária e a proteção dos créditos fiscais.

O que são os eventos fiscais?

Os eventos fiscais, são registros eletrônicos que documentam fatos relevantes que afetam uma transação: entrega, pagamento, aceitação, consumo, perda ou roubo. Não se trata de um requisito acessório, mas de um processo adicional central do novo sistema tributário: eles passarão a integrar as obrigações acessórias do IBS e da CBS.

Para cumprir com a nova regulamentação, todas as notas fiscais eletrônicas deverão incluir novos campos relacionados à Reforma Tributária, incluindo a finalidade da transação. Os eventos fiscais se aplicam à NF-e (modelo 55), que deverá incluir os novos campos e eventos definidos na Nota Técnica 2024.002 (versões 1.10 e 1.20).

Seus objetivos são:

Impacto dos eventos fiscais na operação empresarial

A introdução dos eventos fiscais transforma a forma como as empresas devem gerenciar suas transações. Atualmente, créditos e débitos são calculados mensal, trimestral ou anualmente. Com a nova obrigação:

Quais som as consequências de não reportar os eventos fiscais?

Se sua empresa não se adaptar a essa nova obrigação, os riscos estão bem estabelecidos:

16 eventos fiscais que não geram crédito 

O governo brasileiro definiu por ora 16 categorias de operações que exigem registro específico, desde perdas e roubos até aprovisionamento e aceitação de débitos. Cada evento deve ser declarado com seu próprio XML, complementar à NF-e, para cumprir a norma. Isso garante que cada crédito fiscal seja válido e rastreável desde a primeira transação.

Onde os eventos fiscais terão maior impacto?

Alguns setores da economia sentirão de forma mais intensa as mudanças trazidas pela obrigatoriedade de declarar eventos fiscais em tempo real. A adaptação rápida e precisa será essencial para garantir o cumprimento da regulamentação e a proteção dos créditos fiscais.

Sovos Tax Events: a solução para cumprir e proteger seus créditos

Para apoiar as empresas nessa transição, a Sovos desenvolveu o Sovos Tax Events, parte do Sovos Brazil Tax Reform Suite, que automatiza o registro e a transmissão dos eventos fiscais. Seus principais benefícios incluem:

Com Sovos, as empresas podem cumprir a regulamentação, evitar rejeição de notas fiscais e manter controle total sobre seus créditos fiscais.

Precisa de um parceiro para gerenciar seus créditos fiscais? Fale com um especialista da Sovos.

O IVA na era digital (ViDA) é uma das mudanças regulamentares mais significativas no IVA da UE nos últimos anos. As mudanças nos requisitos entraram em vigor em 12 de março de 2025 com a adoção oficial do pacote, com outras regras entrando em vigor em 2030.

Este blog discute as mudanças que afetam as empresas, incluindo os requisitos de relatórios digitais, e quando elas entram em vigor.

Alterações efetivas a partir da aprovação do ViDA em 12 de março de 2025

Revogação da aprovação da UE para o faturamento eletrônico nacional

Nos termos da diretiva anterior relativa ao IVA, era necessária a aprovação da UE para que os Estados-Membros introduzissem o faturamento eletrônico obrigatório entre empresas (B2B) a nível nacional. Países como Itália, Polônia, Alemanha, França, Bélgica e Romênia solicitaram derrogações para tornar obrigatório o faturamento eletrônico. Com o ViDA, os Estados-Membros podem impor o faturamento eletrônico a nível nacional sem necessidade de aprovação da UE, desde que esta se aplique apenas aos contribuintes estabelecidos.

Aceitação de faturamento eletrônico pelo comprador eliminada

A anterior Diretiva IVA da UE estipulava que a utilização de faturamento eletrônico estava sujeita à aceitação do comprador. Ao abrigo da ViDA, os Estados-Membros que introduziram o faturamento eletrônico obrigatório a nível nacional deixarão de exigir o consentimento do comprador.

Mudanças do ViDA em vigor a partir de 1º de julho de 2030

Redefinição da fatura eletrônica

O ViDA redefine as faturas eletrônicas. De acordo com a proposta, as faturas eletrônicas são aquelas emitidas, transmitidas e recebidas em um formato eletrônico estruturado que permite seu processamento automatizado. Isso significa que formatos não estruturados, como PDFs puros ou imagens JPEG, não serão mais considerados como faturamento eletrônico. Formatos híbridos, como ZugferD e Factur-X, podem permanecer devido à sua parte estruturada.

Em princípio, as faturas eletrônicas devem estar em conformidade com o padrão europeu e a lista de suas sintaxes de acordo com a Diretiva 2014/55/UE (o formato “EN”). No entanto, o ViDA permite que os Estados-Membros usem outros padrões para transações domésticas mediante o cumprimento de determinadas condições.

A partir de 2030, as faturas eletrônicas B2B em conformidade com a norma europeia serão padrão e não precisarão mais da aceitação do comprador. No entanto, se um Estado-Membro optar por uma norma nacional obrigatória diferente, poderá isentar ou exigir a aceitação pelo comprador do faturamento eletrônico que utiliza a norma europeia.

Requisitos de relatórios digitais ViDA (DRRs) para transações transfronteiriças

Uma das atualizações mais impactantes do ViDA é a exigência de relatórios digitais quase em tempo real de dados de transações internacionais.

A partir de 2030, os contribuintes envolvidos em transações transfronteiriças dentro da UE devem relatar os dados das faturas eletronicamente seguindo o formato EN. Esse DRR será uma condição para que os contribuintes isentem o IVA em uma transação transfronteiriça ou solicitem o IVA pago a montante. Cada Estado-Membro fornecerá mecanismos electrónicos para a apresentação desses dados.

Com o ViDA, as faturas eletrônicas transfronteiriças dentro da UE devem ser emitidas no prazo máximo de 10 dias após o evento tributável. Nesses casos, a DRR deve ocorrer ao mesmo tempo em que o faturamento eletrônico é emitido ou deveria ter sido emitido.

As faturas emitidas pelo destinatário em nome do vendedor (conhecidas como cobrança automática) e as faturas relacionadas às aquisições intracomunitárias devem ser relatadas no máximo cinco dias após a emissão da fatura ou deveriam ter sido emitidas ou recebidas, respectivamente.

Como esperado, os DRRs podem ser realizados pelos próprios contribuintes ou terceirizados para terceiros em seu nome.

Requisitos de relatórios digitais ViDA para transações domésticas

O ViDA concede aos Estados-Membros a opção de exigir relatórios digitais para vendas domésticas B2B/B2C, dados de compra e suprimentos próprios para contribuintes registrados no IVA dentro de sua jurisdição. Os requisitos nacionais de relatórios devem estar alinhados com os padrões DRR transfronteiriços da ViDA, e os Estados-Membros devem permitir envios no formato padrão europeu, embora outros formatos interoperáveis possam ser permitidos.

Para os Estados-Membros com sistemas nacionais de relatórios em tempo real em vigor a partir de 1 de janeiro de 2024, a conformidade com os padrões da ViDA será exigida até 2035. Por outro lado, o pacote esclarece que outras obrigações de comunicação, como o SAF-T, ainda podem existir. Este alinhamento garantirá a consistência em toda a UE na preparação para a implementação completa do ViDA.

Os Estados-Membros têm até 30 de junho de 2030 para integrar as disposições relativas ao faturamento eletrônico e à DRR da ViDA na sua legislação nacional, tornando a diretiva efetiva em toda a UE até 1 de julho de 2030.

Impacto do ViDA nas empresas

O ViDA representa uma mudança significativa para as empresas que operam na UE, prometendo oportunidades e desafios. Ao introduzir DRRs, o ViDA visa substituir requisitos obsoletos, reduzir os encargos administrativos, melhorar a precisão e combater a fraude no IVA.

A transição para o faturamento eletrônico estruturado e relatórios digitais em tempo quase real exigirá que as empresas atualizem seus sistemas de faturamento e relatórios, impulsionando a transformação digital em todos os setores. Embora a transição possa implicar ajustes iniciais, espera-se que aumente a eficiência, crie condições equitativas e facilite a interoperabilidade entre empresas que usam sistemas diferentes.

Saiba mais lendo nosso guia dedicado sobre IVA na Era Digital.

Quem esteve no 1° Sovos Roadshow Always-on: São Paulo sabe que a Reforma Tributária será uma jornada longa e que requer paciência, planejamento e previsibilidade. As mudanças nos documentos fiscais eletrônicos (DF-e) no Brasil marcarão o início de uma nova etapa para o sistema tributário brasileiro a partir de 1º de julho de 2025. Com a disponibilização do ambiente de testes para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), conforme as novas exigências da Reforma Tributária, inicia-se oficialmente a transição operacional rumo à mudança mais ambiciosa em décadas na economia brasileira.

Até então, as discussões sobre a reforma eram principalmente teóricas. Mas isso mudou. A partir de agora, as empresas deverão começar a aplicar, testar e incorporar os novos requisitos fiscais diretamente em suas operações diárias, que deverão estar refletidas na nota fiscal eletrônica.

Esse processo faz parte da substituição progressiva de tributos tradicionais como PIS, COFINS, ICMS e ISS por novos impostos unificados: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo).

Como resultado, o layout das DF-es está sendo reformulado para incorporar a mudança nos tributos, e seu conteúdo tornou-se mais extenso e detalhado, adicionando novos campos de informação. Isso impacta todos os sistemas empresariais vinculados, como ERP, softwares contábeis, fiscais e outros, exigindo que as empresas se adaptem ao novo formato em pouco tempo.

Para tornar o processo ainda mais complexo, durante os próximos oito anos as empresas deverão conviver com dois modelos tributários em paralelo. Isso significa que cada nota fiscal deverá ser informada conforme o modelo atual e o novo modelo.

O que está mudando e por que isso importa agora?

A mudança que se aproxima não é pequena. A partir de 1º de janeiro de 2026, nenhuma transação poderá ser validada se a nota fiscal não incluir as informações exigidas pela reforma. Isso implica uma reformulação completa dos dados que devem constar na NF-e, NFC-e e demais documentos eletrônicos.

Entre outros pontos, as novas informações exigidas incluirão:

Embora durante 2026 e 2027 não seja exigida 100% de precisão dessas informações, elas devem estar incluídas nas notas fiscais. Essa fase é conhecida como “informação prestada”. Caso não sejam incorporadas, as implicações são severas se o governo não aprovar a transação. Alguns exemplos:

Qual o cronograma de implementação?

Um caso especial: a Nota Fiscal de Serviço (NFS-e)

A nota fiscal de serviços tem sido tradicionalmente um desafio no Brasil, devido à enorme variabilidade de formatos desse documento entre municípios. A reforma busca unificar o modelo dessa nota, mas nem todos os municípios aderiram ainda. São Paulo, por exemplo, postergou sua adesão.

Embora o cronograma para liberação dos ambientes de teste e produção da NFS-e ainda não seja conhecido, recomenda-se que as empresas consultem o município onde prestam serviços para obter um posicionamento sobre a adoção ou não da NFS-e Nacional e sua adequação à reforma tributária.

Uma mudança técnica e cultural

Não se trata apenas de uma mudança de layout. É uma mudança de mentalidade. Algumas informações que antes eram reportadas periodicamente, agora deverão ser enviadas em tempo real, a cada nota fiscal. Essa transformação abre a possibilidade de que algumas obrigações acessórias deixem de existir no futuro para melhorar a eficiência das empresas.

O ERP é um ponto a destacar. Cada empresa tem uma configuração diferente de ERP, então os ajustes devem ser personalizados e bem coordenados. Mesmo que fornecedores como a Sovos entreguem todos os novos dados exigidos na nota fiscal, as empresas precisam que esses dados sejam incorporados aos seus ERPs corretamente, mantendo sua operação atual.

O que a Sovos está fazendo para ajudar seus clientes?

Na Sovos, estamos nos antecipando para que nossos clientes estejam tranquilos e preparados. Para isso, nosso conjunto de soluções para faturamento eletrônico, conformidade regulatória e determinação de tributos já está adaptado – ou em processo de adaptação – aos novos requisitos, poupando nossos clientes de preocupações com o não cumprimento.

Estes são os principais atributos e modificações em nossas soluções:

Mensageria de Notas Fiscais

Determinação de Tributos

 SPED e REINF

Conectores e Integrações

Comece hoje: o tempo está correndo

A janela de preparação está se fechando e as empresas devem decidir nos próximos três meses como vão abordar essas mudanças, pois em janeiro de 2026 não haverá mais margem para espera.

Compreender profundamente as Notas Técnicas e seu impacto nos processos de emissão, definir um cronograma estratégico de implementação, atualizar os sistemas ERP em coordenação com fornecedores, capacitar equipes sobre as novas regras, validar os sistemas com testes internos e monitorar ativamente a evolução normativa -incluindo comunicados oficiais e webinars- são passos essenciais para estar pronto.

Na Sovos já estamos preparados. Precisa de ajuda? Vamos conversar!

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