Com o avanço da Reforma Tributária no Brasil e a introdução do novo modelo de IVA, estruturado a partir da CBS e do IBS, os testes deixaram definitivamente de ser uma etapa técnica secundária. Eles passaram a ocupar um papel central na estratégia de conformidade fiscal das empresas, especialmente em um cenário marcado pela transição entre regimes, pela convivência de modelos tributários e por um aumento significativo da complexidade operacional.

Nesse contexto, as organizações precisarão garantir que seus sistemas, ERPs e processos fiscais sejam capazes de operar de forma contínua, mesmo diante de mudanças profundas na lógica de tributação. Ainda assim, muitos projetos seguem cometendo erros recorrentes nos testes de IVA, falhas que muitas vezes só se tornam visíveis quando o sistema já está em produção, gerando retrabalho, impactos financeiros e exposição a riscos regulatórios relevantes.

O principal desafio não está apenas em testar, mas em testar corretamente o novo IVA, considerando não apenas as novas regras trazidas pela Reforma Tributária, mas também sua integração com ERPs, documentos fiscais eletrônicos e a grande variedade de operações, produtos e cadeias de suprimentos existentes no ambiente tributário brasileiro.

A seguir, analisamos os erros mais comuns nos testes de IVA no Brasil sob a ótica da Reforma Tributária, com uma abordagem prática e alinhada à realidade das áreas fiscal, de tecnologia e compliance.

 

1. Testar apenas o cenário “ideal” da operação

Um dos erros mais frequentes nos projetos de adaptação ao novo IVA é concentrar os testes apenas nas operações consideradas padrão, aquelas que representam o fluxo mais comum do negócio.

Com a Reforma Tributária, esse risco se torna ainda maior, já que o novo modelo altera significativamente a lógica de apuração, crédito, débito e base de cálculo dos tributos.

Na prática, o ambiente real é marcado por exceções.

Situações como devoluções, cancelamentos, ajustes, operações interestaduais, aplicação de benefícios fiscais, regimes específicos e, sobretudo, cenários de transição entre o modelo atual e o novo IVA, costumam ficar fora do escopo de testes. Quando essas operações ocorrem em produção, os sistemas não estão preparados para responder corretamente, gerando inconsistências e falhas operacionais.

Para evitar esse problema, os testes devem ser planejados com base no ciclo de vida completo das operações fiscais, contemplando não apenas os fluxos principais, mas também exceções, contingências e variações relacionadas à unidade federativa, ao tipo de produto e ao modelo de negócio da empresa.

 

2. Ignorar a qualidade e a origem dos dados de teste

Outro erro recorrente é subestimar o papel dos dados utilizados nos testes. No contexto da Reforma Tributária, a qualidade das informações passa a ser ainda mais crítica, pois muitos dos erros atribuídos ao cálculo do IVA têm origem, na verdade, em cadastros inconsistentes ou parâmetros incorretos.

Classificações fiscais inadequadas, alíquotas desatualizadas, cadastros de produtos incompletos ou informações incorretas sobre parceiros comerciais comprometem diretamente os resultados dos testes. Quando se utilizam dados genéricos ou pouco representativos da realidade, cria-se uma falsa percepção de conformidade, que tende a se desfazer rapidamente quando o sistema entra em produção.

Para mitigar esse risco, é fundamental que os testes sejam realizados com dados reais ou altamente representativos do ambiente produtivo, garantindo que cadastros, parâmetros fiscais e integrações reflitam fielmente a operação da empresa e as exigências do novo modelo tributário.

 

3. Falta de integração entre times fiscal e de tecnologia

A implementação do novo IVA exige uma tradução precisa das regras fiscais para a lógica dos sistemas. Ainda assim, muitos projetos continuam tratando os testes como responsabilidade exclusiva da área de tecnologia ou, em alguns casos, apenas da área fiscal.

Essa fragmentação gera interpretações equivocadas das regras, lacunas nos cenários testados e retrabalho constante. Sem uma atuação conjunta, decisões técnicas podem não refletir corretamente a legislação, enquanto interpretações fiscais podem não ser plenamente viáveis do ponto de vista sistêmico.

Para evitar esse tipo de falha, os testes de IVA devem ser estruturados como um esforço colaborativo, envolvendo de forma ativa as áreas fiscal, de tecnologia e compliance, além do parceiro tecnológico responsável pela solução. Essa integração é essencial para garantir que as regras da Reforma Tributária sejam corretamente implementadas e validadas nos sistemas.

 

4. Não testar a comunicação com os documentos fiscais eletrônicos

No Brasil, o novo IVA está diretamente conectado à emissão, validação e transmissão dos documentos fiscais eletrônicos. Ainda assim, muitos projetos de adaptação à Reforma Tributária concentram seus esforços exclusivamente no cálculo do imposto, deixando em segundo plano a consistência das informações enviadas ao Fisco.

Essa abordagem costuma resultar em rejeições, inconsistências nos layouts e atrasos na operação, especialmente em um cenário de fiscalização cada vez mais automatizada. Durante o período de transição, esses problemas tendem a se intensificar, uma vez que os documentos precisarão refletir corretamente tanto as regras atuais quanto as novas exigências do IVA.

Para evitar esse risco, os testes devem abranger todo o fluxo dos documentos fiscais eletrônicos, desde o cálculo do tributo até a geração, validação, autorização, transmissão e armazenamento das informações, garantindo total aderência às regras vigentes.

 

5. Tratar o teste como evento pontual, e não como processo contínuo

Um dos erros mais estratégicos no contexto da Reforma Tributária é tratar os testes de IVA como uma etapa pontual, restrita ao momento de implementação. O ambiente tributário é altamente dinâmico, e o novo modelo de IVA será implementado de forma gradual, com ajustes regulatórios, novos layouts e interpretações ao longo do tempo.

Sem uma abordagem contínua de testes e validações, cada mudança normativa se transforma em um novo risco operacional, exigindo correções urgentes e impactando a estabilidade dos sistemas.

Por isso, as empresas devem adotar uma estratégia de testes contínuos, com monitoramento permanente e capacidade de adaptação rápida às mudanças regulatórias, garantindo conformidade ao longo de todo o processo de transição do novo modelo tributário.

 

Como a Sovos ajuda empresas no Brasil a evitar esses erros

A Sovos atua como especialista em compliance tributário e documentos fiscais eletrônicos, apoiando empresas na adaptação à Reforma Tributária e ao novo IVA com segurança e previsibilidade.

Suas soluções integradas permitem que as organizações interpretem corretamente as novas regras da CBS e do IBS, automatizem cálculos, validações e testes e garantam que seus sistemas estejam preparados antes, durante e após a entrada em produção.

Além da tecnologia, a Sovos combina profundo conhecimento regulatório local, presença contínua junto às autoridades fiscais e ampla experiência prática em projetos complexos de conformidade no Brasil, ajudando empresas a reduzir riscos e ganhar escala em um cenário de transformação tributária.

 

Prepare seus testes de IVA para o que realmente importa

No contexto da Reforma Tributária, evitar erros nos testes de IVA deixou de ser apenas uma preocupação técnica. Trata-se de uma decisão estratégica, essencial para garantir continuidade operacional, reduzir riscos e manter a conformidade em um dos maiores processos de transformação tributária já vividos no país.

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e-Book

O impacto da Reforma Tributária em cada setor

A Reforma Tributária muda a forma como as empresas calculam, reportam e gerenciam tributos no Brasil. Neste eBook, você entende como o novo modelo IBS e CBS impacta cada setor da economia e o que sua empresa precisa considerar para se preparar para 2026.

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O Governo Federal brasileiro anunciou medidas que preveem a redução dos incentivos fiscais instituídos na legislação tributária federal, com vigência a partir de 2026. As alterações impactarão uma ampla gama de tributos e regimes tributários federais, observadas as exceções previstas em legislação complementar.

A redução aplica-se aos seguintes tributos:

Considerando esses tributos, os incentivos e benefícios fiscais relacionados no Demonstrativo de Gastos Tributários, anexo à Lei Orçamentária Anual de 2026, estarão sujeitos à redução, exceto nos casos em que haja exclusões expressamente previstas em lei complementar.

As medidas também se aplicam a regimes tributários específicos expressamente mencionados na legislação, incluindo:

A redução produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026 para o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e para o Imposto de Importação (II), e a partir de 1º de abril de 2026 para os demais tributos afetados.

Neste segundo webinar da série “Pilotando a Reforma Tributária”, vamos aprofundar o que são os eventos fiscais, por que eles são fundamentais para a apuração correta de tributos e como as empresas podem se preparar para esse novo cenário. Também veremos como a solução Sovos Tax Events automatiza e garante conformidade com esse requisito crítico.

Neste primeiro webinar da nova série “Pilotando a Reforma Tributária”, vamos discutir os próximos passos práticos para adequação, o que já mudou, o que ainda está por vir e como as empresas devem se preparar desde agora para atravessar o período de transição com segurança.

Em 13 de janeiro de 2026, foi publicada a Lei Complementar nº 227/2026, que institui formalmente o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) e regulamenta aspectos fundamentais da governança, da administração e do contencioso administrativo do IBS no âmbito da Reforma Tributária brasileira.

A nova lei representa um marco estrutural relevante ao transformar o IBS de um conceito constitucional em um modelo institucional plenamente definido, com regras claras de governança, coordenação entre entes federativos e distribuição de receitas entre estados e municípios.

Instituição do Comitê Gestor do IBS (CGIBS)

A Lei Complementar nº 227/2026 institui formalmente o CGIBS como o órgão responsável pela administração, arrecadação, fiscalização e distribuição do IBS, por meio de um modelo inédito de cooperação entre as administrações tributárias federal, estaduais e municipais.

O Comitê atuará como a autoridade operacional central do novo tributo, substituindo de forma progressiva os modelos administrativos fragmentados atualmente utilizados para o ICMS e o ISS, que serão gradualmente extintos durante o período de transição.

Contencioso administrativo e distribuição de receitas

Além da governança do IBS, a lei também regulamenta:

Esses elementos são fundamentais para reduzir assimetrias regionais e aumentar a segurança jurídica no novo sistema tributário.

Impacto para as empresas

Embora a Lei Complementar nº 227/2026 não imponha, de imediato, novas obrigações aos contribuintes, ela confirma que o IBS operará sob um modelo administrativo centralizado, padronizado e altamente coordenado, com impactos diretos futuros sobre fiscalizações, cruzamentos de dados e processos de cobrança.

Para as empresas, isso reforça a necessidade de:

A publicação dessa lei confirma 2026 como um ano crítico de preparação estrutural, no qual decisões relacionadas à governança tributária, arquitetura de dados e tecnologia tornam-se estratégicas para mitigar riscos de compliance ao longo de todo o período de transição.

Fonte: Diário Oficial da União – Lei Complementar nº 227, de 13 de janeiro de 2026

Infográfico

Como a Reforma Tributária impacta os principais setores da economia brasileira

A Reforma Tributária está mudando profundamente a lógica de apuração, créditos, precificação e compliance no Brasil, e cada setor da economia sentirá esses impactos de forma diferente.

Neste infográfico exclusivo, você vai entender, de forma visual e objetiva, como o novo modelo com IBS e CBS afeta os principais segmentos da economia.

Este material é ideal para profissionais das áreas fiscal, contábil, tributária, financeira, tecnologia e compliance que precisam se preparar desde já para a transição ao novo sistema tributário.

Em 23 de dezembro de 2025, as autoridades fiscais brasileiras publicaram o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, trazendo esclarecimentos fundamentais sobre a aplicação do IBS e da CBS a partir de 2026. A norma define quais documentos fiscais eletrônicos darão suporte aos novos tributos, estabelece como será o tratamento das informações nesse primeiro ano e esclarece o tema das penalidades durante o período de transição da Reforma Tributária.

O Ato Conjunto não altera o cronograma da Reforma Tributária, mas oferece segurança jurídica e previsibilidade para empresas que operam no Brasil. Na prática, 2026 passa a ser oficialmente reconhecido como um ano de preparação operacional, com foco em dados, documentos fiscais eletrônicos e processos de compliance. Veja abaixo os principais pontos para saber o que esperar da Reforma Tributária já no início de 2026.

 

O ano de apuração informacional do IBS e da CBS

O objetivo das autoridades fiscais é coletar dados, testar os fluxos de documentos fiscais eletrônicos e preparar sistemas governamentais e contribuintes para o início efetivo da arrecadação a partir de 2027.

Um dos pontos centrais do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 é a definição de 2026 como um ano de caráter informacional para o IBS e a CBS. Isso significa que:

 

O que muda em 2026, frente ao que era esperado

O Ato Conjunto também esclarece, de forma objetiva, o tema das penalidades relacionadas ao preenchimento dos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos.

De acordo com a norma, não poderão ser aplicadas penalidades pela ausência desses campos antes do primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação da regulamentação do IBS e da CBS. Considerando a expectativa de publicação dessa regulamentação em janeiro de 2026, eventuais penalidades somente poderiam ser aplicadas a partir de 1º de maio de 2026.

Esse esclarecimento reduz a insegurança jurídica no início da transição, mas não elimina a necessidade de preparação, ou adia qualquer projeto que já esteja em andamento, para estar pronto para a Reforma Tributária o quanto antes.

 

IBS e CBS como tributos declarados em documentos fiscais eletrônicos

O Ato Conjunto confirma que diversos documentos já existentes continuarão sendo utilizados para suportar os novos tributos, incluindo:

Além disso, o texto antecipa a introdução de novos documentos fiscais eletrônicos, que passarão a integrar o ecossistema da Reforma Tributária, como documentos voltados aos setores de saneamento (NFAg), gás (NFGas), mercado imobiliário (NF-e Abi), concessões/uso de infraestrutura viária (NFS-e Via) e regimes especiais (DeRE).

Na prática, isso deixa claro que a conformidade com IBS e CBS vai muito além do cálculo do imposto. Trata-se de um desafio de orquestração de múltiplos documentos, layouts, eventos fiscais e validações técnicas, em um ambiente regulatório que continuará evoluindo muito nos próximos anos.

 

Autorização da transação não é sinônimo de conformidade

Embora o Ato Conjunto traga períodos de transição e esclareça a aplicação de penalidades dentro de um determinado período, ele não posterga o início da Reforma Tributária, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026.

Isso significa que:

Em outras palavras, 2026 não é um ano para esperar, mas um ano para se preparar.

 

Os riscos secretos da Reforma Tributária

O Ato Conjunto reduz o receio de penalidades imediatas, mas não elimina riscos operacionais e estratégicos para as empresas que estão escondidos. Entre os principais pontos de atenção estão:

Além disso, empresas que optarem por preencher os campos de IBS e CBS desde janeiro deverão atender a todas as regras técnicas de validação, o que pode gerar rejeições de documentos fiscais eletrônicos caso fizerem este processo incorretamente.

 

A Reforma Tributária em 2026 terá um contexto piloto

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 consolida uma mensagem central: a Reforma Tributária não foi adiada. O que houve foi a definição clara de que 2026 será um período piloto, de preparação assistida, com foco em dados, documentos fiscais eletrônicos e processos, e com proteção temporária contra penalidades.

Para as empresas, isso representa uma oportunidade estratégica de ajustar sistemas, revisar processos e garantir estabilidade operacional antes do início efetivo da arrecadação. Quem usar 2026 para se preparar tende a enfrentar menos riscos, menos retrabalho e mais previsibilidade ao longo da transição até 2033.

Em 23 de dezembro de 2025, a Receita Federal do Brasil (RFB) e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) publicaram o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, que regulamenta a aplicação do IBS e da CBS durante a fase inicial da Reforma Tributária brasileira, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026.

O ato define quais documentos fiscais eletrônicos devem ser utilizados para respaldar os novos tributos e estabelece regras transitórias relacionadas às penalidades, trazendo maior previsibilidade para o primeiro ano de convivência entre os regimes tributários.

Documentos fiscais eletrônicos

O Ato Conjunto determina que os contribuintes sujeitos ao IBS ou à CBS devem emitir um documento fiscal eletrônico para operações com bens e serviços, incluindo importações e exportações. Até que sejam instituídos documentos específicos para os novos tributos, permanecem válidos os modelos de documentos fiscais eletrônicos atualmente utilizados, de acordo com a natureza da operação, como NF-e, NFS-e, NFC-e, CT-e, MDF-e e NFCom.

As regras específicas aplicáveis às operações de comércio exterior serão tratadas em normas próprias, a serem publicadas posteriormente.

Penalidades durante o período de transição

Um dos principais pontos do Ato Conjunto é a previsão de que não serão aplicadas penalidades pela ausência dos campos ou informações de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos durante a fase inicial da reforma tributária.

Qualquer exigência futura de recolhimento dos novos tributos ou a aplicação de penalidades em razão da ausência dessas informações somente poderá ocorrer a partir do primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos do IBS e da CBS, que serão editados por meio de atos normativos infralegais específicos.

Impacto para as empresas

O Ato Conjunto não altera o cronograma da Reforma Tributária, mas confirma 2026 como um ano de preparação operacional, permitindo que as empresas ajustem processos, sistemas e integrações fiscais para suportar o novo modelo tributário.

Apesar da dispensa temporária de penalidades, o uso adequado dos documentos fiscais eletrônicos e a adaptação gradual dos layouts continuam sendo essenciais para garantir conformidade, rastreabilidade e continuidade operacional durante todo o período de transição.

Fonte: Diário Oficial da União – Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1, de 22 de dezembro de 2025

A poucos dias da entrada em vigor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Fisco brasileiro publicou a Nota Técnica 2025.002 v1.33, que altera a dinâmica de validação dos documentos fiscais eletrônicos a partir de janeiro de 2026.  Apesar da legislação seguir inalterada, continuando a exigir que a NF-e e NFC-e contenham obrigatoriamente os campos de IBS e CBS, a atualização determina que os documentos sem essas informações não serão rejeitados pelos sistemas autorizadores no início do próximo ano.

A decisão traz alívio operacional imediato, mas também aumenta a responsabilidade das organizações de se manterem preparadas, pois não reduz as obrigações legais de prestar estas informações. O faturamento das empresas continuará ocorrendo, mas a emissão sem o preenchimento adequado colocará contribuintes em não conformidade fiscal, com riscos elevados de eventuais auditorias, autuações e penalidades.

 

O que mudou?

Originalmente, a regra previa que, a partir de 1º de janeiro de 2026, NF-es e NFC-es seriam automaticamente rejeitadas se não incluíssem o grupo IBS/CBS.

Com a publicação da nota técnica divulgada pelo Comitê Gestor do IBS reafirma que:

Portanto, o governo não impedirá a emissão de notas, mas também não deixará de cobrar compliance fiscal. Assim, a obrigação continua, e a fiscalização vem logo depois.

 

Por que o Fisco decidiu flexibilizar? 

A decisão das autoridades fiscais não altera a lei da Reforma Tributária, mas responde a uma preocupação prática do mercado: evitar rupturas operacionais em milhares de empresas que ainda não conseguiram concluir a implementação do novo sistema.

A NT 2025.002 v1.33 também introduziu outros ajustes, como:

Os ajustes foram recebidos como um movimento de transição mais suave para o sistema de IVA dual, mas reforçam a responsabilidade das empresas: a fiscalização será feita com base no cumprimento da lei, não na validação do autorizador.

 

Autorização não significa conformidade: riscos aumentam em 2026

Com a flexibilização, muitas empresas podem ser tentadas a postergar investimentos em adequação tributária.
Contudo, o impacto dessa escolha pode ser problemático:

  1. Possibilidade de auditorias retroativas: Notas emitidas sem IBS/CBS serão registradas, mas podem ser questionadas posteriormente em fiscalizações cruzadas e auditorias do Fisco.
  2. Perda de benefícios fiscais: A não inclusão dos tributos pode resultar na revogação de créditos ou incentivos posteriormente.
  3. Multas e penalidades: A omissão de informações obrigatórias permanece como infração, independentemente da autorização técnica.
  4. Falsa percepção de segurança: Empresas podem acreditar que estão regulares porque as notas são autorizadas, mas podem estar acumulando passivos silenciosos.

 

O que muda para as empresas a partir de agora

A convivência entre o modelo atual e o sistema de IVA dual exige atenção redobrada no chamado período de transição, que irá até 2033. Mesmo com a mudança, continua sendo essencial:

Outros documentos, como NFSe, CTe, NFCom, BP-e, NF3-e, seguem suas respectivas normas e não foram afetados pela NT 2025.002 v1.33.

 

Como a Sovos contribui para um início de 2026 sólido e em conformidade

A Sovos recomenda que todas as empresas:

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A Reforma Tributária vai pegar fogo em 2026. Após a aprovação da Lei Complementar 214/2025 e a definição dos pilares operacionais do novo sistema, o próximo ano marca o início da transição prática para o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Para as empresas, o tempo corre. Agora é o momento de testar, validar e ajustar processos. Em um ambiente em que falhas tributárias podem parar operações, bloquear pagamentos a fornecedores ou gerar inconsistências tributárias, a preparação antecipada deixou de ser vantagem: virou requisito mínimo de continuidade.

 

O que muda em 2026: os gatilhos que exigem preparação imediata

 A partir de 1º de janeiro de 2026, começa a transição operacional para o novo modelo:

O Brasil inicia o período de convivência entre os tributos atuais e os novos tributos dualizados. Mesmo com a implementação gradual, as empresas precisarão registrar operações considerando as novas regras, alíquotas e formas de cálculo.

Os documentos fiscais passam a carregar campos específicos para CBS, IBS e -quando aplicável- Imposto Seletivo. Isso significa mais de 200 novas informações relativas à Reforma, com dados fundamentais para as alterações estruturais nos cálculos de créditos e débitos e impactos diretos nos sistemas de ERP, faturamento, contabilidade e procurement.

A lógica tributária muda: deixa de ser um sistema que acumula tributos “em cascata” ao longo da cadeia, passando a um modelo plenamente creditável. Isso exige revisitar precificação, margens, modelos de compras e até contratos.

A reforma visa reduzir burocracia e padronizar obrigações, o que exige que empresas tenham processos altamente automatizados para emissão, recepção, apuração e auditoria fiscal.

 

Os riscos reais para quem não pilotar agora

Uma pesquisa nacional divulgada em novembro de 2025 mostrou que quase três quartos das empresas brasileiras ainda não estão preparadas para a Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à adaptação dos sistemas de faturamento e à integração com fornecedores.

Os principais riscos identificados para 2026 incluem:

 

Empresas que deixarem para validar seus sistemas após janeiro tenderão a enfrentar gargalos difíceis de recuperar no curto prazo.

 

O que sua empresa precisa testar o mais rápido possível

Com o início da transição cada vez mais próximo, alguns passos são inadiáveis. A prioridade absoluta é a implementação do novo layout para os documentos fiscais eletrônicos já existentes e a implementação da emissão de novos documentos caso o seu segmento seja afetado por elas, garantindo que a emissão com campos de CBS/IBS, as regras de cálculo e a integração com o ERP funcionem de ponta a ponta, incluindo o comportamento dos webservices federais e estaduais. Este é o caso das empresas que precisam emitir notas de serviço no padrão nacional, de acordo com os municípios que já adeririam a este novo modelo, aos setores de água e saneamento básico, o setor aéreo, além de outros que, apesar de ainda não ter datas e modelos oficiais anunciados, já se sabem que serão afetados, como o setor de aluguéis de móveis e imóveis e o setor de gás.

Em paralelo, as empresas precisam reforçar os testes de recepção e validação automática de notas de fornecedores, já que grande parte dos riscos operacionais recai sobre divergências entre documentos recebidos e parametrizações internas.

Outro passo crítico é a revisão das regras de negócio para o novo modelo não-cumulativo, avaliando impactos no fluxo de caixa, mapeamento das operações que geram crédito e possíveis alterações de custo ou margem.

Na sequência, a automação da apuração fiscal e das conciliações se torna indispensável: a complexidade antes distribuída entre ICMS, ISS, PIS e Cofins agora se concentra em CBS/IBS, exigindo maior precisão e rastreabilidade.

Por fim, as empresas devem executar pilotos internos de ponta a ponta, simulando processos completos -emissão, recepção, conciliação, escrituração e auditoria- para identificar falhas antes da operação real.

 

Cenários prováveis para 2026 e como sua empresa deve se preparar para cada um (infográfico)

O governo fortalece a digitalização e libera novos ajustes no layout das DF-es. Empresas devem manter seus sistemas atualizados continuamente.

Cadeias de suprimentos com baixa maturidade digital sofrerão. Empresas precisam de ferramentas de reconciliação e validação automática de NF-e.

Com mais informações padronizadas e o governo firme em suas datas estabelecidas, cresce o uso de analytics pelas autoridades tributárias. Erros pequenos serão detectados mais rapidamente.

Setores industrial e de varejo podem ver ajustes competitivos conforme créditos do CBS/IBS começarem a surtir efeito. Empresas devem simular cenários financeiros para evitar surpresa nos resultados.

 

Como construir seu roadmap interno para o primeiro semestre de 2026: uma sugestão 

Dez 2025 – Jan 2026

 

Fev – Mar 2026

 

Abr – Jun 2026

A lógica é simples: quanto mais cedo sua empresa testar, menos interrupções enfrentará durante a transição.

 

2026 é o ano da virada – e precisa começar ontem 

A Reforma Tributária pode simplificar processos, reduzir burocracia e aumentar competitividade, mas apenas para quem estiver pronto. Empresas que se antecipam reduzem risco, ganham eficiência e evitam quedas operacionais no início do novo modelo.

Sovos está acompanhando cada etapa regulatória e tecnológica da reforma.

Com soluções integradas de faturação eletrônica, compliance tributário e automação fiscal, a Sovos apoia empresas que precisam adaptar DF-es, validar documentos recebidos, apurar CBS/IBS e garantir uma transição segura.

2026 será um divisor de águas. E o momento de se preparar é ontem. 

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O novo compliance digital – Como se preparar para a NFAg-e e o BPe-TA

A digitalização fiscal está avançando rapidamente, e os novos documentos eletrônicos NFAg-e e BPe-TA estão transformando por completo os processos de saneamento básico e transporte aéreo.

Este eBook explica o que muda na operação, os principais riscos, e como sua empresa pode se adaptar com segurança.

Você vai entender:

  • O que são NFAg-e e BPe-TA e como funcionam na prática
  • Principais impactos na tecnologia, faturamento e processos internos
  • Os maiores desafios das empresas na transição para o modelo digital
  • Como a Sovos ajuda com pré-validação, emissão massiva e integração simplificada

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Reforma Tributária no Brasil: dois regimes, uma plataforma

Você está pronto para operar dois regimes tributários em paralelo sem travar a operação?

A transição para CBS, IBS e IS já começou e muda como você calcula, transaciona, reporta e paga tributos. A Sovos mantém sua operação sob controle durante todo o período 2026–2033 sem dobrar seus custos.
Antecipe-se: a Sovos ajuda a garantir continuidade, precisão e gestão da Reforma Tributária no Brasil.

O que muda com a Reforma Tributária?

Após décadas de debate, o Brasil inicia a implementação do maior redesenho do seu sistema fiscal em meio século. O objetivo é simplificar a tributação sobre o consumo, reduzir custos administrativos, digitalizar o controle e modernizar a relação entre empresas e Estado.

A partir de 2026, entra em vigor um sistema de mais simples, com três novos tributos que substituem os atuais:

  • CBS, de competência federal, substituirá PIS, COFINS e IPI.
  • IBS, administrado por estados e municípios, substituirá ICMS e ISS.
  • IS, imposto seletivo, incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

A transição será gradual, até 2033, período em que as empresas precisarão operar sob dois regimes tributários ao mesmo tempo, exigindo ajustes em motores de cálculo, XMLs, ERPs, relatórios e governança fiscal.

Da teoria à prática: uma transição de oito anos

Entre 2026 e 2033, empresas, autoridades fiscais e provedores de tecnologia precisarão sincronizar processos e sistemas em ritmo acelerado para evitar rupturas na operação.

A linha do tempo a seguir mostra os principais marcos dessa transição e como eles impactarão a operação fiscal das empresas.

  • 2026: entrada em vigor do modelo duplo (CBS/IBS/IS) junto ao regime atual.
  • 2027–2032: fase de ajustes normativos, operacionais e tecnológicos.
  • 2033: plena adoção do novo sistema de IVA (imposto sobre valor agregado).

Impactos para as empresas

A promessa de simplificação virá acompanhada de complexidade operacional temporária. Durante a fase de transição, as empresas precisarão calcular, reportar e conciliar obrigações sob dois modelos fiscais: o atual e o novo.

  1. Principais impactos:

1.1. Mudanças estruturais no sistema tributário

1.1.1. Princípio de destino: os tributos serão calculados conforme o local de consumo, não de origem. Isso exigirá revisão de preços, fluxo de caixa e estratégias de distribuição.

1.1.1.2. Menos incentivos fiscais: a eliminação progressiva de benefícios regionais aumentará os custos e demandará ajustes em orçamentos e margens.

1.2. Transformação tecnológica e documental

1.2.1. XML como coração do compliance: o documento fiscal será o eixo do novo sistema, com layouts mais extensos e campos adicionais (como cCLASSTRIB, novos eventos e CNPJ alfanumérico).

1.2.2. Redesenho dos documentos eletrônicos: NF-e, NFC-e e NFS-e nacional adotarão novos formatos e mais detalhados, alinhados aos novos tributos.

1.2.3. Split Payment e novos relatórios (DERE): surgem novas formas de cobrança e declaração, reforçando rastreabilidade e transparência fiscal.

1.2.4. Integração tecnológica complexa: ERPs precisarão se adaptar para emitir, receber e conciliar documentos de ambos os regimes simultaneamente.

 

1.3. Riscos operacionais e de compliance

1.3.1. Fiscalização em tempo real: a partir de 2026, nenhuma transação será válida se os dados relativos à reforma não estiverem incluídos na nota fiscal.

1.3.2. Cálculo duplo e alta carga operacional: coexistirão regras novas e antigas; cada transação precisará ser avaliada sob ambos os regimes.

1.3.3. Revisão de créditos tributários: os critérios de cálculo e compensação mudarão, exigindo monitoramento contínuo.

1.3.4. Maior risco operacional: rejeição de notas, bloqueios logísticos e glosas fiscais se os sistemas não forem atualizados a tempo.

Um desafio que demanda automação, integração e inteligência fiscal.

Sovos: inteligência e automação o novo cenário tributário

A Sovos se antecipou à Reforma Tributária com um ecossistema de soluções capaz de operar em ambos os regimes durante todo o período de transição.

Sua empresa mantém o faturamento ativo, cumpre as novas exigências e ganha visibilidade total sobre o ciclo tributário.

Com Sovos, você pode emitir documentos válidos em ambos os sistemas, simular impactos de carga tributária ao longo do período de transição, rastrear créditos e automatizar conciliações fiscais — tudo com monitoramento em tempo real e precisão auditável.

Por que escolher Sovos?

A Sovos combina tecnologia, expertise regulatória e integração profunda com os principais ERPs do mercado.

Atualizamos automaticamente as regras conforme novas leis complementares, prevenimos rejeições antes da emissão e garantimos visibilidade total do ciclo tributário, do cálculo à declaração. Nossa proposta é simples: transformar a complexidade da Reforma em eficiência operacional e previsibilidade fiscal.

Sovos Brazil Tax Reform Suite: uma plataforma completa para a transição tributária

O Sovos Brazil Tax Reform Suite é a única plataforma que permite operar os dois regimes -o atual e o novo CBS/IBS/IS – de forma simultânea. Cada componente foi desenvolvido para responder a um desafio específico da Reforma.

  • Taxrules | Motor de determinação tributária dual
    Parte da Sovos Tax Determination, executa cálculos do regime atual e do novo modelo de IVA em paralelo, com simulações que mostram o impacto em preços, margens e fluxo de caixa.
    Inclui governança de regras, rastreabilidade legal e controle de versões, permitindo que equipes de Tax e Finanças planejem sem riscos.
  • Compliance Network | Emissão e validação sem bloqueios
    Previne rejeições em NF-e e na nova NFS-e nacional mediante validação prévia (pre-clearance).
    Opera com resiliência e monitoramento em tempo real, mantendo o fluxo de faturamento, entrega e reconhecimento de receitas sem interrupções.
  • Tax Events | Cadeia de evidências para créditos
    Registra e conecta eventos fiscais.
    Cria rastreabilidade completa do crédito, habilitando o cálculo assistido e o modelo de split payment previsto na Reforma.
  • Taxfiscal | Relatórios e conciliação diária
    Conciliação automática entre documentos aprovados e obrigações SPED/EFD-Reinf. Gera relatórios prontos para auditoria e elimina esforços manuais do fechamento contábil mensal.
  • Sovos Intelligence |  Inteligência Artificial
    Unifica todas as informações tributárias em uma visão única que reflete o olhar da autoridade fiscal. Detecta discrepâncias, explica causas e sugere ações em linguagem natural.
    Transforme compliance em estratégia com informações acionáveis para Finanças, Tax e TI.

Com a Sovos, sua empresa ganha:

  • Continuidade operacional durante toda a transição.
  • Precisão e compliance auditáveis.
  • Previsibilidade e controle sobre margens e tributos.
  • Menos rejeições e maior eficiência nas operações fiscais.
  • Rastreabilidade total e conciliação automatizada.

A Reforma Tributária já começou. Prepare-se com a Sovos

Só a Sovos permite ver, simular e resolver os impactos fiscais antes que afetem sua operação.

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A poucos meses da entrada em vigor das primeiras regras da Reforma Tributária, as empresas brasileiras se preparam para uma transformação sem precedentes. Além da uma mudança fiscal, a reforma representa um desafio tecnológico profundo, que afetará a infraestrutura, a arquitetura de soluções, os fluxos de dados e os modelos de compliance.
Durante o webinar “Impactos Tecnológicos da Reforma Tributária”, promovido pela Sovos em parceria com a KPMG, especialistas das duas organizações analisaram os principais impactos e caminhos para uma adaptação bem-sucedida.

 

Uma reforma para simplificar mas que antes aumenta a complexidade

“A Reforma Tributária foi criada para simplificar procedimentos e reduzir o Custo Brasil, mas, até chegar lá, enfrentaremos um período de maior complexidade”, explicou Marcio Knogl, sócio da KPMG Brasil e líder de Tax Technology.

Segundo o especialista, a jornada de transição -que vai até 2033- exigirá que as empresas convivam com dois modelos tributários, o atual e o novo, o que implicará revisões constantes de processos e sistemas.

Knogl destacou que essa transformação pode ser observada em quatro dimensões principais: financeira, operacional, tecnológica e de implementação. E, em todas elas, a tecnologia terá um papel central.

Os principais impactos tecnológicos identificados pela KPMG incluem:

“A reforma não é um projeto apenas da área fiscal. TI, finanças, operações e fiscal precisam atuar juntos para evitar impactos negativos em margens, preços e compliance”, destacou Knogl.

 

Da reação à antecipação: como se preparar para a virada de 2026

No curto prazo, as empresas já vivem uma corrida contra o tempo. As ações imediatas incluem a aplicação de atualizações nos ERPs e o desenvolvimento de novas regras para cálculo de CBS e IBS.

Muitas organizações também estão reforçando suas soluções de mensageria fiscal, garantindo capacidade e performance para lidar com o aumento do volume de notas, e adotando ferramentas de simulação de cenários para avaliar os impactos financeiros e operacionais ao longo da transição.

No médio prazo, a prioridade será a automação inteligente e a adoção de motores de cálculo externos, capazes de incorporar automaticamente as alterações legais e reduzir a dependência de customizações internas.

Esse movimento abre espaço para o uso crescente de inteligência artificial e automação na gestão tributária, além da terceirização temporária de processos fiscais enquanto as equipes se adaptam ao novo modelo.

“Estamos diante de uma transformação longa, com mudanças graduais até 2033. O momento exige agilidade e visão estratégica”, reforçou Knogl.

A KPMG e a Sovos atuam de forma integrada nessa jornada, combinando consultoria estratégica, planejamento de transformação e implementação tecnológica, garantindo que ERPs e sistemas satélites estejam preparados para os novos requisitos fiscais.

 

A visão da Sovos: o compliance “Always On”

Para Helton Arsênio, Product Marketing Manager da Sovos, o novo cenário redefine completamente o conceito de compliance fiscal: “O modelo atual é sequencial e reativo. O novo modelo será contínuo e em tempo real”, explicou.

Nesse contexto, todas as partes envolvidas -governo, empresas, fornecedores e consumidores- precisam estar sincronizadas no momento da transação. “Manter planilhas não vai resolver. Se precisa de um modelo Always On, que exige automação e inteligência de dados para garantir conformidade em tempo real”, afirmou.

A Sovos já está pronta para essa nova era com uma plataforma unificada e preparada para o futuro, que integra cálculo, emissão, reporte e inteligência fiscal em um único ecossistema:

Com essa abordagem, a Sovos apoia as empresas brasileiras na construção de um ambiente de compliance integrado, preditivo e resiliente, capaz de acompanhar as constantes mudanças do sistema tributário.

“O futuro da gestão fiscal será proativo, preditivo e automatizado. E a Sovos está pronta para liderar essa transformação ao lado das empresas brasileiras”, concluiu Arsênio.

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A transição para o modelo IBS/CBS representa uma das maiores mudanças fiscais já enfrentadas pelas empresas. Entre novos critérios de crédito, tributação no destino, ajustes em documentos fiscais e requisitos operacionais, a preparação exige uma combinação de tecnologia, governança e alinhamento entre áreas fiscais e de TI.

Mais do que entender a lei, é preciso garantir execução técnica: sistemas atualizados, dados íntegros, processos revisados e equipes prontas.

Este checklist ajuda sua empresa a identificar pontos críticos e orientar os próximos passos:

 

1. Mapeamento dos impactos tributários e operacionais

Antes de atualizar sistemas, é essencial entender o que exatamente muda no negócio.

A Reforma Tributária não altera apenas regras fiscais: ela redesenha a lógica de formação de preço, créditos, contratos, logística e margens. Sem um diagnóstico inicial aprofundado, a empresa pode adaptar sistemas na direção errada ou decidir estratégias comerciais com base em premissas incompletas. Mapear impactos é o ponto de partida que garante que todo o resto -tecnologia, processos e governança- avance na direção correta.

Sinal de alerta: empresas que não fizerem esse mapeamento inicial poderão tomar decisões equivocadas de pricing ou logística. Sem visibilidade dos impactos reais, o risco é alto: preços desalinhados, margens comprimidas, perda de competitividade e retrabalho operacional, tudo evitável com uma análise prévia.

 

2. Revisão dos motores tributários e regras de cálculo

O IBS/CBS exige parametrização profunda das regras fiscais.

 Atualizar motores tributários não significa apenas incluir novas alíquotas: envolve reestruturar lógicas de crédito, critérios de destino, convívio entre regimes e exceções setoriais. Como a base de cálculo muda, qualquer falha pode bloquear emissões, gerar inconsistências e afetar diretamente o relacionamento com o fisco. Por isso, a revisão técnica do motor é uma das etapas mais críticas da transição

O objetivo é evitar bloqueios de emissão, erros de cálculo e inconsistências com o fisco: empresas que atualizam o motor com precisão garantem fluidez operacional, reduzem riscos de autuação e atravessam a transição com o mínimo de interrupções.

 

3. Adequação dos documentos fiscais (NF-e, NFC-e, NFS-e, outros)

Os layouts digitais sofrerão mudanças progressivas.

A transição para o IBS/CBS exige ajustes sucessivos nos documentos, campos, regras e validações. Isso ocorrerá por ondas, não de uma só vez. Empresas que não acompanharem o calendário podem enfrentar falhas de emissão, rejeições inesperadas e retrabalho, especialmente em operações de alto volume.

Empresas mais impactadas: varejo, serviços, manufatura, farmacêutica e setores com alto volume de documentos: quanto maior o fluxo diário de emissão, maior o risco de interrupções, por isso esses segmentos precisam se antecipar ainda mais.

 

4. Integração entre áreas fiscais, TI, pricing, logística e contratos

A reforma deixa de ser um tema apenas “fiscal”.

A nova estrutura tributária altera margens, operações, contratos, rotas logísticas e até modelos de negócio. Nenhuma área consegue se preparar isoladamente. A falta de diálogo entre times é uma das principais causas de falhas de implementação, desalinhamentos operacionais e inconsistências de cálculo.

Sem integração, não há compliance consistente: somente quando todas as áreas compartilham informações, critérios e decisões a empresa consegue uma implementação fluida e sem contradições internas.

 

5. Testes, simulações e cenários

Em um ambiente de transição longa, a capacidade de simular será crucial.

A Reforma não se resume ao “dia da virada”: haverá sobreposição de modelos, ajustes contínuos e impactos que só aparecem quando testados em escala. Simulações permitem prever margens, créditos, fluxo de caixa e efeitos operacionais antes que aconteçam, reduzindo riscos e aumentando a confiança das equipes.

 Empresas preparadas testam muito antes de produzir: quem simula ganha previsibilidade, evita surpresas e corrige falhas antes que afetem clientes, operações ou o relacionamento com o fisco.

 

6. Governança e confiabilidade dos dados fiscais

Sem dados limpos, não há compliance, e muito menos Reforma Tributária.

Toda a lógica do IBS/CBS depende de informações cadastrais coerentes, classificações corretas e integrações sem ruído. Se a base estiver desorganizada -códigos desatualizados, produtos mal classificados, divergências entre sistemas- qualquer cálculo, crédito ou emissão pode sair errado. Em um modelo que exige rastreabilidade total, a qualidade do dado passa a ser o primeiro pilar do compliance.

Governança é o maior diferencial competitivo da transição: empresas que tratam dados fiscais como um ativo estratégico conseguem migrar com menos risco, mais velocidade e maior precisão nos cálculos. Além de reduzir falhas, a governança bem estruturada evita retrabalhos, fortalece a tomada de decisão e cria uma base sólida para acompanhar as mudanças contínuas da Reforma.

 

7. Capacitação das equipes e plano de governança 

A mudança é tecnológica, mas também humana.

Mesmo com sistemas bem configurados, a operação falha se as pessoas não estiverem preparadas. A Reforma exige novas rotinas, entendimentos e responsabilidades. A capacitação garante decisões mais seguras e uma migração consistente.

Empresas preparadas comunicam bem e treinam melhor: quem investe em informação clara e capacitação contínua reduz erros, acelera a adoção e mantém todas as áreas alinhadas durante a transição.

 

Como a Sovos contribui para uma preparação sólida

A adequação à Reforma Tributária exige precisão normativa, automação confiável e integração entre cálculos, documentos fiscais e dados operacionais, exatamente onde a Sovos atua.

TaxRules, seu motor tributário, aplica automaticamente as atualizações de IBS, CBS e Imposto Seletivo, garantindo cálculos consistentes durante toda a transição. O monitoramento contínuo de eventos fiscais com a Sovos Tax Events permite detectar divergências em tempo real, reduzindo riscos de autuações e falhas de compliance.

Para apoiar decisões, Sovos Intelligence, a camada analítica, oferece simulações, projeções de carga e otimização de créditos. Tudo isso roda em uma arquitetura API-first que conecta emissão eletrônica, validações e governança de dados em um único ecossistema, com trilhas de auditoria completas.

A estrutura modular permite incorporar novas obrigações de forma incremental, sem refazer integrações ou sistemas já estabilizados.

A Reforma Tributária exige preparação técnica, revisão de processos e modernização de sistemas. A diferença entre risco e vantagem competitiva está no nível de prontidão, e começar cedo é o maior fator de sucesso.

Sua empresa está pronta? A Sovos pode ajudar a liderar esse processo com segurança e precisão. 

Fale conosco agora e confira.

A Reforma Tributária inaugura um novo modelo de tributação sobre o consumo no Brasil, aproximando o país de estruturas modernas de IVA e substituindo a lógica atual de múltiplos tributos e regimes cumulativos. Para as empresas, isso representa a necessidade de rever sistemas, processos e contratos, além de se preparar para novos leiautes de documentos fiscais eletrônicos.

Embora todas as indústrias sejam afetadas, os impactos variam intensamente conforme a natureza da cadeia produtiva:

 

A indústria química será uma das mais impactadas pela nova lógica de créditos e pela centralidade do destino como critério de tributação. Como o setor opera com cadeias longas, insumos diversificados e um alto volume de operações interestaduais, qualquer alteração na apropriação de créditos repercute diretamente no custo de produção.

Além disso, muitos produtos dependem de regimes fiscais específicos, que deverão ser reinterpretados à luz das novas regras, afetando previsões de preço, planejamento de fabricação e contratos de fornecimento de longo prazo.

Oportunidades: A Reforma também abre espaço para ganhos importantes no setor químico. Ao organizar melhor os créditos ao longo da cadeia, as empresas passam a trabalhar com custos mais previsíveis e conseguem ajustar preços com maior precisão graças a simulações fiscais automatizadas. Outro benefício é a redução de retrabalho, já que a integração entre ERP, motor tributário e emissão de NF-e torna os processos mais consistentes e menos sujeitos a erros.

 

No setor farmacêutico, a reforma se cruza com um ambiente altamente regulado, no qual requisitos sanitários convivem com obrigações fiscais rígidas. A redefinição de benefícios e isenções exige uma análise minuciosa do portfólio, já que diferentes medicamentos podem passar a ter tratamentos distintos no novo modelo.

A rastreabilidade, essencial na cadeia farmacêutica, precisa ser articulada com dados fiscais estruturados em novos campos da NF-e, criando um cenário em que consistência e automação são fundamentais.

Oportunidades: No ambiente farmacêutico, a combinação de dados regulatórios e fiscais em um mesmo fluxo digital permite uma emissão muito mais eficiente e menos sujeita a inconsistências. A reforma também cria espaço para revisar incentivos e regimes especiais, otimizando a estratégia tributária. Além disso, a automação tende a acelerar toda a cadeia de distribuição, em um setor onde velocidade e precisão fazem diferença real.

 

A manufatura, por natureza, depende de cadeias complexas e fortemente influenciadas pelo custo dos componentes. Com a Reforma Tributária, o fluxo de créditos sobre insumos nacionais e importados torna-se determinante para a margem e pode alterar completamente o desenho de produção -desde a escolha de fornecedores até a localização de plantas.

Também será necessário rever cláusulas contratuais, recalibrar políticas de precificação e preparar sistemas para volumes elevados de documentos fiscais com regras inteiramente novas.

Oportunidades: A manufatura pode usar a reforma como alavanca para reestruturar sua cadeia de suprimentos com mais inteligência. A análise tributária por SKU ajuda a identificar pontos de otimização tanto no custo do insumo quanto na localização de fornecedores e centros produtivos. A adoção do princípio do destino permite redesenhar rotas logísticas, enquanto simulações tributárias trazem clareza sobre margens e competitividade. 

 

O varejo será diretamente afetado pela Reforma Tributária porque opera com margens apertadas, alto volume de transações e forte dependência de automação fiscal. A migração para um modelo de IBS/CBS tende a simplificar parte das regras, mas amplia a necessidade de parametrização fina no ponto de venda, principalmente para empresas que vendem produtos com diferentes tratamentos tributários.

A mudança para tributação no destino impactará especialmente redes com presença nacional, exigindo revisão das estratégias de distribuição, centros de fulfillment e políticas de precificação regional. Além disso, o novo modelo exige adaptação das NFC-e e NF-e utilizadas em operações omnichannel, além de revisões na forma como são tratados devoluções, trocas, combos e promoções, operações muito sensíveis no varejo e altamente dependentes de regras fiscais corretas.

Oportunidades: Para o varejo, a simplificação das regras por produto ao longo da jornada de venda reduz erros e melhora o desempenho operacional das lojas físicas e digitais. A integração fiscal fortalece a estratégia omnichannel, evitando rupturas entre canais. A tributação no destino, quando bem parametrizada, também permite trabalhar com margens mais precisas por região, aumentando a previsibilidade financeira.

 

O setor de serviços vivenciará uma das mudanças mais significativas da reforma, já que muitos modelos de negócio atualmente se baseiam em ISS municipal, que será substituído pelo IBS. Essa transição exige uma revisão profunda na forma de calcular tributos, especialmente para empresas que prestam serviços em múltiplos estados ou que combinam serviço e produto (como tecnologia, manutenção, transporte ou utilities).

O novo framework tributário demanda harmonização de contratos, reclassificação de atividades e atualização de sistemas que hoje possuem parametrizações orientadas ao ISS. Empresas de tecnologia, consultorias, serviços financeiros, logística e BPO enfrentarão o desafio de consolidar regras para operações nacionais e adequar a emissão de documentos fiscais eletrônicos a modelos híbridos (serviço + mercadoria). Com a mudança do local de recolhimento para o destino, o setor terá de reorganizar seus fluxos de faturamento e repensar centros operacionais.

Oportunidades: Com regras mais uniformes e menos disputas entre municípios, o setor de serviços ganha em segurança jurídica. A clareza tributária permite contratos mais simples e robustos, reduzindo riscos. Além disso, empresas que operam nacionalmente podem expandir com menos barreiras fiscais, aproveitando a padronização do modelo.

 

A indústria automotiva, caracterizada por um ecossistema de peças e componentes extremamente diversificado, enfrentará um desafio duplo: recalcular créditos de produtos com origens distintas e reorganizar a gestão fiscal entre fornecedores e montadoras.

Incentivos regionais e programas de investimento também poderão ser reavaliados, o que afeta diretamente a viabilidade de novas linhas de produção e a manutenção de plantas atuais. Nesse ambiente, coerência e rastreabilidade fiscal são chave para evitar rupturas na cadeia de montagem.

Oportunidades: No setor automotivo, a revisão dos modelos fiscais oferece a chance de reposicionar operações e contratos com maior previsibilidade. A automação do cálculo por peça e operação ajuda a lidar com cadeias extremamente complexas. E, com processos mais padronizados, diminui o risco de contingências na relação entre fornecedores e montadoras.

 

No setor de petróleo e gás, as mudanças exigem conciliar um sistema tributário renovado com uma estrutura já complexa de royalties, contribuições e regulações específicas. As operações interestaduais -essenciais para o transporte, refino e distribuição- agora precisam ser reavaliadas com base no princípio do destino.

Além disso, contratos de longa duração, muito comuns no setor, podem demandar revisões profundas ou cláusulas de transição. A atualização dos documentos fiscais próprios da indústria será decisiva para manter conformidade; entre eles, destaca-se a nova Nota Fiscal do Gás (NFG), que entrará em vigor em breve e exigirá adequações nos sistemas de emissão e validação. Essa mudança impacta toda a cadeia, desde distribuidoras até indústrias que utilizam gás como insumo crítico.

Oportunidades: A reforma abre espaço para que empresas revisem modelos de contrato e formação de preços com maior precisão tributária. A automação fiscal integrada a sistemas industriais gera ganhos relevantes de eficiência. E a padronização de regras ao longo da cadeia reduz incertezas em operações com múltiplos intermediários.

 

A agroindústria, com forte foco em exportação e cadeias multietapas, terá de lidar com a nova lógica de créditos recuperáveis e com a necessidade de registrar cada etapa da cadeia, desde o silo até o processamento e a saída para exportação. As mudanças exigem rastreabilidade fiscal ainda mais detalhada e adaptação a novos documentos fiscais como a NFAg-e. O fluxo de caixa também pode ser impactado, já que prazos e regras de devolução de créditos podem ser alterados.

Oportunidades: Para a agroindústria, a possibilidade de recuperar créditos de forma mais eficiente ao longo de cadeias longas representa um ganho financeiro relevante. A integração entre documentos fiscais, logística e certificações torna o fluxo operacional mais ágil, especialmente no contexto exportador. Com mais visibilidade tributária, as operações interestaduais também se tornam mais previsíveis.

 

Como a Sovos ajuda sua indústria na Reforma Tributária

A Sovos oferece uma plataforma completa, construída para simplificar o IBS/CBS, garantir conformidade contínua e permitir que cada setor navegue a transição com segurança, velocidade e previsibilidade.

1. Motor tributário preparado para IBS/CBS

2. Documentos fiscais eletrônicos sempre atualizados

3. Tax Events: conformidade em tempo real

4. Sovos Intelligence: insights para tomada de decisão

5. Automação do compliance e redução de contingências

6. Integração e escalabilidade corporativa

 

A Reforma Tributária marca um ponto de inflexão para todas as empresas no Brasil. Não basta ajustar sistemas: é preciso revisar processos, mapear impactos financeiros, replanejar operações e garantir que cada decisão esteja alinhada aos novos modelos de tributação.

Organizações que tratam essa transição como um projeto estratégico -com automação confiável, controles fiscais sólidos e integração completa entre tecnologia e áreas de negócio- chegarão ao novo regime mais preparadas, resilientes e competitivas.

Precisa preparar a sua indústria para tudo o que está por vir? Estamos à sua espera para ajudá-lo!

Entre em contacto conosco agora mesmo!

 

A série “Navegando pela Reforma Tributária” acompanhou, ao longo do ano, cada avanço, regulamentação e impacto do novo modelo tributário. Neste webinar especial, nossos especialistas apresentam uma retrospectiva dos principais insights e discutem o que esperar para a fase decisiva de transição em 2026.

A Reforma Tributária está introduzindo uma nova geração de Documentos Fiscais Eletrônicos no Brasil, e os primeiros deles já têm data para entrar em vigor: a Nota Fiscal de Água e Saneamento (NFAg-e) e o Bilhete de Passagem Eletrônico de Transporte de Passageiros (BPe-TA), entre outros como NFGas, NFS-e Vias, etc.

Esses novos modelos trazem mudanças profundas na operação e no faturamento das empresas ao inferir uma nova forma de emissão, validação e controle de informações fiscais.

Neste webinar exclusivo da série “Navegando pela Reforma Tributária”, especialistas da Sovos vão explicar:
– O que muda com a chegada destes novos documentos;
– Como essas novas obrigações impactam o compliance e o faturamento;
– Quais ajustes técnicos e de integração são necessários;
– O que já fizemos para empresas com este mesmo desafio.

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